Polícias de SP e RJ realizam buscas por corpo de cozinheira desaparecida em área de mata
Operação utiliza drones para mapear região montanhosa de Rio Claro após investigação apontar suspeita de morte de funcionária.
Por Davy Albuquerque
As polícias Civil e Militar de São Paulo e Rio de Janeiro realizam, nesta sexta-feira (17/7), uma operação de buscas para localizar o corpo da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria. As equipes concentram os trabalhos na Estrada da Serra das Águas, na região de Rio Claro, no sul fluminense.
O distrito montanhoso é considerado o último local onde a patroa da vítima, Eliane Alves Dos Santos, teria estado no dia em que a funcionária desapareceu. Para auxiliar no mapeamento do terreno e na localização da vítima em áreas de mata fechada, os agentes utilizam o suporte de drones.
Como ocorre a investigação?
A principal linha de investigação trabalhada pelas autoridades é de que Berenice tenha sido morta a tiros dentro do veículo de Eliane. Após o crime, o corpo teria sido desovado em uma região do Rio de Janeiro.
Investigadores utilizaram ferramentas de inteligência para identificar o que consideram ser o local de descarte do corpo. Elementos reunidos ao longo do processo colocam a patroa da cozinheira na região cercada por mata e montanhas.
A Polícia Científica identificou manchas de sangue no interior do carro de Eliane por meio de exames de luminol. Além disso, foram constatadas duas marcas de disparos de arma de fogo na caminhonete da investigada, que teria passado por uma reparação de urgência após os incidentes.
Histórico do desaparecimento
Berenice Ramos de Aguiar Faria está sem dar notícias desde 30 de junho. O desaparecimento ocorreu após ela aceitar uma carona dada pela patroa, Eliane Alves, rumo ao trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), no litoral norte de São Paulo.
Um dia antes de sumir, a cozinheira relatou ao filho que havia sido dispensada de suas funções em um restaurante em Ubatuba devido à baixa temporada. Na ocasião, ela afirmou que aguardaria o pagamento de seus honorários rescisórios para retornar à sua residência em Igaratá, no Vale do Paraíba.
Eliane Alves está presa temporariamente há 30 dias, após ser detida no último dia 10. Com a suspeita, os policiais apreenderam três armas e outros objetos utilizados na investigação.
