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Saúde

Atendimentos por dores na coluna e no pescoço crescem 52% em São Paulo nos últimos quatro anos

Número de casos de dores na região cervical e lombar subiu na capital paulista devido ao uso de celular e sedentarismo.

Por Davy Albuquerque

O número de pacientes com dores no pescoço e na coluna atendidos pela rede de saúde de São Paulo cresceu cerca de 52% nos últimos quatro anos. Dados da Secretaria Municipal da Saúde indicam que o aumento na busca por atendimento na capital paulista acompanha uma tendência de crescimento em diversas queixas relacionadas à postura e ao estilo de vida.

Além do aumento nos atendimentos por dores na região cervical, o levantamento aponta que os casos de dor lombar baixa subiram quase 55% no mesmo período. Entre os fatores que impulsionam esses números estão o sedentarismo, a má postura e o uso contínuo de aparelhos celulares.

O uso inadequado de dispositivos móveis é um dos principais fatores de risco apontados. Segundo o médico acupunturista Fábio Soler, que atua no Centro de Referência da Dor Parque Maria Helena, na zona sul da capital, mexer no celular com a cabeça baixa pode acrescentar um peso de até 27 kg sobre a coluna.

Quando o usuário permanece nessa posição por muito tempo, as dores começam a surgir e podem causar danos à saúde a longo prazo. O especialista observa que o aumento desses casos é refletido pela maior procura por tratamentos específicos, além da busca por atividades como musculação e pilates.

A qualidade do descanso também é um ponto de atenção para quem sofre com o problema. O fisioterapeuta Marcelo Lima afirma que a falta de qualidade do sono influencia diretamente no agravamento da dor na coluna.

Como medida de prevenção, o profissional reforça que movimentar o corpo durante o dia, por meio de alongamentos e exercícios simples, pode evitar o surgimento de dores. A prática regular de atividades ajuda a mitigar os efeitos da má postura e do sedentarismo.

O impacto do problema é visível nos números das unidades especializadas da cidade. As seis unidades dos Centros de Referência da Dor, que recebem pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com queixas na região cervical, registraram um volume expressivo de procura.

Entre os anos de 2021 e maio de 2026, esses centros somaram 774.611 atendimentos relacionados a problemas na coluna e no pescoço. O fluxo constante de pacientes reforça a necessidade de atenção preventiva aos hábitos cotidianos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.