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Segurança

Campanha alerta para fechamento de Delegacias da Mulher durante a noite no Brasil

Iniciativa aponta que mais de 80% das unidades especializadas fecham durante a madrugada, apesar de previsão legal.

Por Redação Diário Local

Uma nova campanha publicitária alerta para a falta de funcionamento ininterrupto das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher no Brasil. A iniciativa aponta que, apesar da previsão legal, a maioria das unidades fecha durante a noite, período em que ocorre a maior parte dos crimes de feminicídio.

A campanha 'Delegacia 24 Horas' é uma ação pro bono desenvolvida pela agência NOVA em parceria com o Instituto Nós Por Elas. O projeto foi lançado durante o 'Agosto Lilás', mês de conscientização sobre o enfrentamento da violência contra a mulher.

Segundo os dados apresentados pela iniciativa, o Brasil registra uma média de cinco feminicídios por dia. O ponto central do alerta é que o período noturno concentra o maior volume desses crimes, mas é justamente quando mais de 80% das delegacias especializadas não oferecem atendimento.

O que diz a legislação

A campanha destaca que o funcionamento ininterrupto das delegacias da mulher não é apenas uma demanda social, mas uma determinação jurídica. A Lei nº 14.541/2023 estabelece que essas unidades devem funcionar 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados.

A presidente do Instituto Nós Por Elas, Camilla Liporaci, afirma que a violência não respeita o horário comercial e que a mulher que busca ajuda não pode ser impedida pelo fechamento das unidades. O objetivo é transformar a obrigatoriedade da lei em prática cotidiana.

Para Márcio Nazianzeno, redator da agência NOVA, o uso de situações do dia a dia visa evidenciar a contradição de cidades que funcionam plenamente durante a madrugada, mas que interrompem o serviço fundamental de proteção à mulher.

Mobilização e manifesto

A ação utiliza peças em TV, internet e anúncios de rua próximos a estabelecimentos que funcionam 24 horas, como academias e farmácias, para provocar a reflexão sobre a disponibilidade do Estado.

O público pode participar da mobilização por meio de um manifesto disponível no site oficial do Instituto Nós Por Elas. No portal, é possível ler o documento e aderir ao movimento que defende a garantia do atendimento ininterrupto para todas as mulheres.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.