Candidatos ao governo do Rio apresentam planos com promessas de privatização e reestatização
Programas de candidatos ao Palácio Guanabara divergem em temas como gestão de rodovias, sistema de transporte e modelo de segurança pública.
Por Redação Diário Local
Os candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral, com propostas que divergem em temas centrais como segurança, saúde, educação e transporte. Os documentos detalham modelos distintos de gestão, variando entre a entrega de ativos à iniciativa privada e a reestatização de serviços públicos.
A extensão dos programas também apresenta disparidade entre as candidaturas. Enquanto o plano de Garotinho possui 386 páginas, a proposta de William Siri conta com 143. Em contrapartida, Cyro Garcia e Luan Monteiro entregaram documentos de apenas sete páginas cada, e Eduardo Paes apresentou uma versão preliminar de oito páginas.
O que propõem os candidatos sobre transporte e infraestrutura?
No campo da mobilidade, André Marinho propõe a construção de um monotrilho de 60 quilômetros no eixo Arco do Mar à Montanha e a entrega de cerca de 700 quilômetros de rodovias estaduais para concessionárias, sem a criação de novos pedágios. O candidato também defende o apoio à Linha 3 do metrô.
O Coronel Busnello planeja a retomada de rotas de ferry-boat, a criação de um VLT entre Pavuna e Nova Iguaçu, dois corredores de BRT e a recuperação de 104 estações, além de prever 55 novos trens. Já Douglas Ruas defende a integração tarifária entre trens, metrô, barcas, BRT e ônibus.
William Siri e Juliete defendem modelos de gestão estatal. Siri propõe reestatizar os trens e implantar tarifa zero no sistema ferroviário reestatizado. Juliete propõe a reestatização da energia elétrica e colocar trens e metrô sob administração estatal, com a promessa de reduzir em 50% as passagens de todos os transportes até janeiro de 2027.
Cyro Garcia também defende a revogação das privatizações da SuperVia e do MetrôRio, além da estatização de barcas e ônibus.
Como as propostas de segurança pública se dividem?
As estratégias de segurança apresentam abordagens opostas. André Marinho propõe a reconstrução de uma unidade de segurança máxima em Ilha Grande para lideranças de facções, com isolamento individual e sem visita íntima. Douglas Ruas foca em tecnologia, como reconhecimento facial e drones, além de novos presídios em parceria com a iniciativa privada.
O Coronel Busnello projeta a formação de 3.500 novos profissionais de segurança por ano e o aumento da parcela da população carcerária em trabalho remunerado para 25% até 2030. Eduardo Paes foca na redução de crimes como assaltos e feminicídios ainda no primeiro ano, com apoio das Forças Armadas para retomar territórios.
Por outro lado, William Siri e Juliete defendem a desmilitarização das polícias. Siri propõe a criação de uma Polícia Técnico-Científica independente, enquanto Juliete sugere a instalação de câmeras nos uniformes e o afastamento de servidores suspeitos de ligação com milícias.
