CEO do iFood diz que quem matou ciclista em Copacabana não merece ser chamado de entregador
Líder da plataforma afirmou que os envolvidos no crime foram banidos e criticou a violência ocorrida no Rio de Janeiro.
Por Redação Diário Local
O CEO do iFood emitiu um comunicado público sobre a morte do ciclista Cláudio Rafael, ocorrida em Copacabana, no Rio de Janeiro, afirmando que os responsáveis pelo crime não merecem ser chamados de entregadores. Em sua mensagem à família da vítima e à sociedade, o executivo declarou que a empresa colaborou com a Polícia Civil do Rio de Janeiro fornecendo dados que ajudaram na identificação de dois dos quatro homens envolvidos na agressão.
Segundo o comunicado, os dois suspeitos identificados por meio dos dados compartilhados já foram banidos da plataforma de entregas. A empresa afirmou que manterá total colaboração com as autoridades até a conclusão de todas as etapas do processo judicial envolvendo o caso.
A companhia explicou que realiza uma checagem de antecedentes criminais antes de aceitar novos entregadores na plataforma. De acordo com o texto, pessoas com condenações por crimes violentos não são admitidas no serviço, embora o executivo tenha ressaltado que o filtro jurídico não é capaz de prever comportamentos futuros.
Sobre o impacto do episódio na categoria, o CEO afirmou que o ocorrido em Copacabana não deve ser usado para estigmatizar, hostilizar ou prejudicar os profissionais que trabalham com o aplicativo. Ele reforçou o compromisso da empresa com a valorização e o respeito ao trabalho dos entregadores.
Políticas de segurança e colaboração
O iFood declarou que mantém canais de diálogo permanentes com as autoridades e que pretende contribuir com o debate sobre políticas públicas de segurança no Brasil. A empresa citou como exemplo o apoio ao 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A nota reforça que a violência é inaceitável dentro da plataforma, independentemente de ser direcionada a clientes, restaurantes, outros entregadores ou pessoas que circulam pela rua, como no caso do ciclista agredido.
A mensagem final do comunicado estabelece que a responsabilidade da empresa é definir, sem exceções, que condutas não são permitidas no aplicativo. O executivo reiterou o posicionamento de manter a plataforma aberta para quem deseja trabalhar dentro das regras e fechá-la para quem utiliza a violência.
O caso da agressão contra o ciclista envolveu quatro homens que, segundo a empresa, agiram motivados por um objeto. O posicionamento do iFood busca responder às cobranças da família da vítima e da sociedade brasileira sobre a conduta de pessoas ligadas ao serviço após o crime.
