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Segurança

Distribuidora cancela garantia de placas de vídeo de R$ 2,5 milhões furtadas em Guarulhos

Presidente da Oderço anunciou o cancelamento dos números de série dos equipamentos para evitar o uso de mercadoria furtada.

Por Redação Diário Local

O presidente da distribuidora de tecnologia Oderço, Oderço Matos, anunciou, nesta quinta-feira (22), o cancelamento dos números de série das placas de vídeo avaliadas em R$ 2,5 milhões que desapareceram no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A medida tem como objetivo invalidar a garantia dos equipamentos tanto no Brasil quanto no exterior.

A carga é composta por dois pallets de placas de vídeo RTX 5090, da fabricante Zotac, que foram importados dos Estados Unidos pela empresa paranaense. Segundo o empresário, o cancelamento foi uma resposta ao sumiço da mercadoria, que agora está sob responsabilidade das autoridades e da seguradora.

O caso ganhou novos desdobramentos após a identificação de uma das placas desaparecidas sendo anunciada por R$ 32 mil em uma plataforma de compra e venda pela internet. O número de série do equipamento anunciado coincide com o de uma das unidades importadas pela distribuidora, o que pode auxiliar nas investigações.

Cronologia do desaparecimento

De acordo com o cronograma apresentado pelo presidente da Oderço, a carga chegou ao Brasil no sábado (20). O furto teria ocorrido no domingo (21), mas a empresa alega uma falha na comunicação. Embora o registro policial tenha sido feito pela administração do aeroporto em quarta-feira (24), a distribuidora afirma que só foi comunicada oficialmente sobre o sumiço em segunda-feira (14 de outubro).

O empresário destacou que a Receita Federal autorizou a liberação da carga no dia 25 de setembro, mas a mercadoria, que deveria seguir para Curitiba, não foi localizada. Segundo o relato, as informações sobre o boletim de ocorrência e o suposto furto só foram repassadas à empresa nesta terça-feira (20).

Investigação e resposta do aeroporto

Imagens de câmeras de segurança teriam indicado a retirada da mercadoria de um armazém por funcionários terceirizados no dia 21 de setembro. A suspeita é de que dois operadores de empilhadeira tenham retirado os equipamentos, enquanto um conferente teria liberado a carga no sistema antes da autorização de trânsito aduaneiro.

Em nota, a concessionária responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Guarulhos, GRU Airport, informou que comunicou o caso às autoridades competentes para auxiliar nas investigações. A empresa afirmou que mantém contato com o representante da importadora e que, no dia 14 de outubro, forneceu as orientações necessárias para o início do processo de indenização.

A concessionária ressaltou que o andamento do procedimento depende da apresentação da documentação solicitada à distribuidora e que seu departamento jurídico prestará o suporte necessário. O caso segue sob apuração das autoridades para esclarecer as circunstâncias da movimentação da carga e o paradeiro dos demais equipamentos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.