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Segurança

Chefes da facção 'Tropa do Urso' estão foragidos no Rio de Janeiro com 30 mandados de prisão

Três criminosos que lideram organização criminosa no Espírito Santo escondem-se no Rio de Janeiro e acumulam ordens de prisão.

Por Redação Diário Local

Três líderes da facção criminosa 'Tropa do Urso', que atua no Espírito Santo, seguem foragidos no Rio de Janeiro e somam ao menos 30 mandados de prisão. Os criminosos, que têm base de atuação em Colatina, no Noroeste do estado, estão entre os 15 nomes com o maior número de ordens de prisão no Espírito Santo, conforme dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

Bryan Lyrio Deolindo é apontado como o principal chefe da organização e possui 18 mandados de prisão contra si. Ele fugiu de uma unidade prisional em Vila Velha em dezembro de 2021, junto com outros 20 detentos, e seguiu para o Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, Bryan, conhecido como "Brasil", estaria escondido em uma região periférica do Rio de Janeiro, sob proteção de outra facção, onde comanda o grupo criminoso à distância. Ele é investigado por homicídios qualificados, tráfico de drogas, porte de armas e associação criminosa.

As decisões judiciais contra Bryan foram emitidas entre janeiro de 2022 e julho de 2026, por varas criminais de diversas cidades capixabas, incluindo Aracruz, Ibiraçu, Fundão, João Neiva, Colatina, Marilândia, Serra e Vila Velha.

Outros dois integrantes da liderança da 'Tropa do Urso' também estão foragidos no Rio de Janeiro. Hugo Henrique dos Santos, conhecido como "Bunda de Urso", possui 7 mandados de prisão por tráfico de drogas, corrupção de menores e ameaça.

Vinicius Lung, conhecido como "Pezão", possui 5 mandados de prisão relacionados ao crime de tráfico de drogas. Assim como Hugo, ele também teria se deslocado para o estado vizinho em 2023.

O Ministério Público Estadual apresentou denúncias contra 42 integrantes do grupo criminoso, apontando que parte da gestão do tráfico era feita por meio de um grupo de mensagens no WhatsApp, chamado "Foco, força e fé". O chat era utilizado para monitorar a movimentação da polícia em Colatina.

Até o momento, 35 dos 42 suspeitos citados nas denúncias já foram presos pelas autoridades. No entanto, Bryan, Hugo e Vinicius permanecem com as ordens de prisão em aberto.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.