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Justiça

Júri absolve mulher que tentou matar outra com facadas em bar por ciúmes em Hortolândia

Conselho de Sentença entendeu que ré agiu em legítima defesa após ser agredida com taco de sinuca durante briga em bar

Por Redação Diário Local

O Conselho de Sentença do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) absolveu uma mulher acusada de tentar matar outra a facadas em um bar em Hortolândia, no interior paulista. A decisão, tomada nesta quinta-feira (3), ocorreu após os jurados entenderem que a ré agiu em legítima defesa.

O episódio que originou a ação judicial aconteceu em 20 de novembro de 2007, em um estabelecimento comercial na região metropolitana de Campinas. Na ocasião, a ré, Jaqueline, iniciou uma discussão após chamar uma cliente de “Maria gasolina” por ciúmes do ex-marido.

Segundo o depoimento de Jaqueline na delegacia, após a ofensa, ela foi agredida com socos, chutes e puxões de cabelo por mulheres que estavam no local. Ela deixou o estabelecimento e retornou mais tarde portando uma faca de cozinha.

Como ocorreu a agressão

Ao retornar ao bar, a cunhada da vítima, identificada como Maria, reagiu à presença de Jaqueline utilizando um taco de sinuca, atingindo o olho da ré. Em resposta, Jaqueline desferiu golpes de faca na mulher, que sobreviveu aos ferimentos.

Jaqueline apresentou-se voluntariamente à delegacia logo após o ocorrido. Em 2017, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou a mulher por tentativa de homicídio duplamente qualificado, alegando motivação torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A promotoria sustentava que a ação foi motivada por vingança. No entanto, durante o julgamento em plenário, tanto a acusação quanto a defesa apresentaram argumentos de que a ré agiu para repelir uma agressão física em andamento.

Decisão do júri

A sessão do júri teve duração de pouco mais de duas horas. Durante os trabalhos, a promotora de Justiça representou pela absolvição da ré, o que influenciou a decisão final do grupo.

Ao votar, os jurados decidiram pela absolvição de Jaqueline, encerrando o processo judicial 19 anos após o crime.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.