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Rodovia

Rodovia SP-101 conecta Campinas a Tietê e sustenta crescimento industrial de Hortolândia

Conhecida como Campinas-Monte Mor, a via atende polos industriais e transporta milhares de passageiros diariamente

Por Redação Diário Local

A rodovia SP-101, conhecida como Campinas-Monte Mor, funciona como um corredor estratégico que liga Campinas à região de Tietê, atendendo ao crescimento industrial e urbano do interior de São Paulo.

Com um trecho concedido de aproximadamente 71 quilômetros, a via atravessa municípios como Hortolândia, Monte Mor, Elias Fausto, Capivari e Rafard. A estrada é peça fundamental na rede de transporte regional, conectando áreas produtivas aos eixos das rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Rodovia do Açúcar.

O perfil da pista mescla características de rodovia de longa distância com trechos que funcionam como avenidas urbanas, especialmente em áreas com forte presença de bairros, empresas e pontos de ônibus.

O papel logístico em Hortolândia

Hortolândia se consolidou como um polo industrial importante na Região Metropolitana de Campinas, e a SP-101 é o principal elo de ligação entre as empresas locais e as grandes rodovias estaduais. A proximidade com as rodovias Anhanguera e Bandeirantes amplia a capacidade logística para o escoamento de produtos de centros de distribuição e indústrias farmacêuticas.

No quilômetro 8, por exemplo, situam-se as unidades das empresas EMS e Germed. O fluxo de veículos na região é diversificado, com caminhões e ônibus intermunicipais dividindo o espaço com automóveis e motocicletas.

A importância social da via também é medida pelo transporte coletivo. Dados da EMTU indicam que a rodovia é utilizada por milhares de pessoas diariamente para o deslocamento de trabalhadores entre Campinas, Hortolândia e Monte Mor. Em 2023, uma interdição por erosão entre os quilômetros 4 e 5 afetou 22 linhas de ônibus, que transportam uma média de 40 mil passageiros por dia.

Desafios de segurança e infraestrutura

A convivência entre o tráfego de alta velocidade e o fluxo urbano gera desafios constantes de segurança. Registros da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) apontam ocorrências de colisões e atropelamentos ao longo dos anos. Em agosto de 2026, uma colisão fatal envolvendo uma motocicleta e um carro foi registrada no quilômetro 5, em Campinas.

Para mitigar riscos em pontos de grande travessia de pedestres, foram realizadas obras de infraestrutura. Em janeiro de 2025, duas passarelas foram entregues em Monte Mor, nos quilômetros 17 e 22. Segundo a concessionária, o investimento de R$ 7,8 milhões visou garantir a segurança de ciclistas e passageiros que acessam o transporte coletivo.

A necessidade de expansão da via é um tema antigo. Projetos de duplicação para o trecho Campinas-Monte Mor já eram discutidos no final da década de 1980, com decretos de utilidade pública publicados em 1990 para viabilizar a pavimentação da segunda pista.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.