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Investigação

Defesa de Marco Furlan pede revogação da prisão por suspeita de estupro de vulnerável

Advogada do investigado questionou as investigações e afirmou que o cliente é inocente; caso envolve suspeita de crime contra criança de 5 anos

Por Redação Diário Local

A defesa do ex-ator Marco Furlan solicitou a revogação da prisão do investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma criança de 5 anos. A advogada Graciele Queiroz afirmou que o cliente é inocente e pretende pedir a reabertura do inquérito que apura o caso.

O pedido deve ser analisado pelo juiz após a manifestação do Ministério Público (MP). A defesa argumenta que o investigado não oferece riscos ao processo, ressaltando que ele reside a mais de 130 quilômetros de distância da chácara onde o episódio teria ocorrido, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.

O caso aconteceu na madrugada de sábado (2) de agosto, em uma propriedade no bairro Goiabal. Segundo a defesa da criança, a mãe da vítima ouviu gritos vindos do quarto e encontrou o investigado sem roupas no mesmo ambiente em que o filho, também despido, chorava e relatava dor.

O investigado passou por audiência de custódia na segunda-feira (3) de agosto, quando a Justiça manteve sua prisão. No dia 6 de agosto (quarta-feira), Marco Furlan foi indiciado por estupro de vulnerável.

O que diz o laudo médico

Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML), referente ao exame realizado na segunda-feira (3) de agosto, indicou que não foram encontradas evidências de lesões corporais ou de atos libidinosos na região anal da criança. O médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida informou que o documento aguarda o resultado de exames complementares, como a pesquisa de espermatozoides.

Apesar do resultado preliminar, a advogada da criança, Maria Fernanda Mituo, defendeu que as provas da materialidade são incontestáveis. Para a defesa da vítima, a ausência de lesões físicas aparentes não é suficiente para afastar a ocorrência do delito investigado, dada a natureza dos fatos.

A investigação também se baseia nos relatos da mãe, de testemunhas e dos policiais que atenderam a ocorrência na data do ocorrido. A defesa da criança informou que aguardará a conclusão dos exames laboratoriais para dar seguimento às medidas jurídicas necessárias.

Desde a prisão, a família do ex-ator desativou as redes sociais do investigado. O caso permanece sob investigação das autoridades policiais e do Ministério Público.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.