Diário Local
Ceará

Clientes denunciam preços abusivos e constrangimento em barraca de doces na Expocrato, no Ceará

Fiscalização do Decon aponta falta de clareza nos preços e ausência de indicação de peso em stand da Expocrato, no Ceará.

Por Davy Albuquerque

Consumidores que participam da Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), no Cariri, denunciaram práticas de cobrança de valores inesperados e situações de constrangimento em um estande de doces. A insatisfação dos clientes motivou uma fiscalização do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará (MPCE).

Durante a inspeção, os agentes do Decon constataram que os preços não estavam exibidos de forma clara e que os produtos não possuíam indicação de tamanho ou peso. De acordo com a fiscalização, essa ausência de informações impedia que os clientes soubessem o valor exato das porções antes da conclusão da compra.

Relatos de clientes apontam que os valores pagos por pedaços de doces chegaram a R$ 330. Alguns consumidores afirmaram ter sido coagidos pelos vendedores a finalizar o pagamento após a pesagem, mesmo quando questionavam os valores ou tentavam devolver os produtos para evitar o gasto excessivo.

Uma cliente relatou ter pago R$ 118 por dois pedaços de doce de creme de avelã e afirmou ter sido alvo de gritos por parte dos funcionários ao tentar recusar a compra. Outro consumidor, que pagou R$ 137 por três pedaços, afirmou que o estabelecimento induz ao erro por não informar claramente a quantidade correspondente a cada valor.

O biólogo Márcio Holanda relatou que, após ser informado de um valor muito superior ao esperado, tentou devolver o produto, mas foi rebatido pelo vendedor. O cliente afirmou que a abordagem foi feita com voz alta e que não houve clareza sobre a impossibilidade de reajuste no peso do produto após o corte.

O que diz a empresa?

A Doceria Deleites, responsável pelo estande, negou que as vendas configurem golpe ou enganação. Em comunicado, o representante da empresa, identificado como Fausto, explicou que o estabelecimento anuncia o valor de R$ 19,90 para cada 100 gramas de doce e R$ 199 por um quilo.

A empresa alegou que o cliente tem liberdade para escolher o tamanho da fatia, mas que não é possível mensurar uma fração exata de 100 gramas em barras de grande porte. Segundo o representante, a orientação da vigilância sanitária é que, uma vez cortado o pedaço, o produto não pode mais ser reaproveitado.

O estabelecimento foi orientado a realizar as adequações apontadas pelo Decon. Caso as irregularidades na exibição de preços e informações de peso não sejam corrigidas, o ponto de venda poderá sofrer interdição durante o evento.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.