Dia do Professor é celebrado com histórias de vocação que atravessam gerações em famílias capixabas
Comemoração nesta quinta-feira (15) destaca histórias de profissionais que seguem o legado de pais e familiares no magistério.
Por Redação Diário Local
O Dia do Professor, comemorado nesta terça-feira (15), é marcado por histórias de profissionais que transformaram o magistério em um legado familiar. Em diversas famílias capixabas, a vocação para ensinar atravessa gerações, consolidando a profissão como uma herança que une pais, filhos e netos no ambiente escolar.
Em Vitória, a Escola Monteiro, localizada na Enseada do Suá, exemplifica essa continuidade. O centro educacional foi fundado em 1968 por Ana Rita Costa Gomes, psicóloga de formação, que atuou na instituição até o ano de 2020.
Atualmente, a direção da escola é exercida por seu filho, Eduardo. Antes de assumir a gestão, o diretor atuou como professor na unidade por quatro anos, onde também conheceu a esposa, Kelly Carrareto, que segue no magistério como professora do quinto ano do ensino fundamental.
A influência do ensino na família de Eduardo também remete ao pai, Marco Aurélio Gomes, que foi professor de Engenharia no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Vitória. Segundo o filho, a curiosidade foi um valor transmitido pelos pais desde cedo.
Outro filho da fundadora, Leonardo, também atua na área ao gerenciar a creche Uirandê. Ele aponta que a mãe foi uma de suas maiores influências para o desenvolvimento profissional.
O impacto da formação humana
Ana Rita Costa Gomes destaca que a atuação docente vai além da transmissão de conteúdos técnicos ou de métodos de ensino. Para a fundadora, ensinar se faz com foco nas pessoas e na valorização dos professores como as figuras mais importantes do ambiente escolar.
A psicóloga ressalta que o papel do educador é fundamental na formação de indivíduos, e não apenas na preparação de profissionais. Ela enfatiza que os gestos de incentivo e o relacionamento construído deixam marcas duradouras nos alunos.
De acordo com Ana Rita, as crianças podem esquecer o conteúdo estudado, mas jamais esquecem as palavras de incentivo e os gestos que os tocaram emocionalmente durante a formação pessoal.
Vocação que une gerações na sala de aula
Outro exemplo de trajetória familiar no magistério ocorre na Emef Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo, em Jardim Camburi, na capital capixaba. A professora Rosiane Monecchi, de 62 anos, atua no ensino infantil e compartilha a vocação com a filha.
Larissa Monecchi Marques Bazileu, de 38 anos, também é professora e dedica-se ao apoio pedagógico especial na mesma unidade escolar onde a mãe leciona. Para Rosiane, o ensino é uma característica que "está no sangue".
A dinâmica familiar na escola é completada pela presença da neta de Rosiane, Alice, de 7 anos, que também estuda na mesma unidade. A convivência permite que a família esteja unida dentro e fora da sala de aula.
A influência da docência também é observada no ensino superior em municípios da Grande Vitória. Marcela Bourguignon, professora do curso de Gastronomia na Universidade de Vila Velha (UVV), seguiu os passos da mãe no magistério.
Denise Bourguignon, mãe de Marcela, é médica e docente na Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam). Marcela relata que a inspiração veio de casa, ao observar o desejo da mãe de despertar a curiosidade e a dedicação nos alunos.
