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Segurança

PF e Ministério Público desarticulam grupo que usava eletrodomésticos para traficar drogas

Operação Yellow Code investiga esquema de tráfico interestadual e lavagem de dinheiro por meio de plataformas de venda on-line.

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram, nesta quinta-feira (15), a Operação Yellow Code. A ação visa desarticular um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro que operava por meio de plataformas de vendas on-line.

As autoridades investigam o uso de eletrodomésticos para esconder e distribuir carregamentos ilícitos. Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava encomendas de produtos para movimentar entorpecentes entre estados.

O trabalho de inteligência teve início em setembro de 2025. O ponto de partida foi uma denúncia sobre o recebimento de uma série de encomendas suspeitas por moradores de um bairro na zona sul da capital paulista.

O levantamento de dados realizado pelos órgãos de segurança apontou irregularidades no fluxo das remessas. As investigações identificaram que os pacotes partiam de uma mesma vendedora, com postagens concentradas na cidade de Foz do Iguaçu (PR).

Até o momento, as autoridades identificaram cerca de 120 remessas suspeitas. Esses pacotes tinham como destino três grupos distintos de destinatários localizados na Grande São Paulo.

Para dar cumprimento à operação, a Justiça determinou o cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva. Além das prisões, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão contra os envolvidos no esquema.

As diligências ocorrem simultaneamente em diversas cidades brasileiras. Os agentes cumprem ordens judiciais em São Paulo, São Caetano do Sul e Praia Grande, no estado de São Paulo.

A operação também alcança o estado do Paraná, com buscas em Pinhais e Foz do Iguaçu. No estado de Santa Catarina, as equipes atuam na cidade de Palhoça.

No âmbito financeiro, a Justiça determinou medidas rigorosas para asfixiar o caixa do grupo. Foi ordenado o bloqueio de R$ 5 milhões em contas bancárias de cada um dos investigados.

A decisão judicial também abrange o patrimônio móvel do grupo criminoso. Veículos registrados em nome de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema também foram alvo de bloqueio.

O esquema de lavagem de dinheiro funcionava de forma a camuflar a origem do capital ilícito. O uso de plataformas de comércio eletrônico permitia que as transações parecessem atividades comerciais legítimas.

A estratégia de utilizar eletrodomésticos para o transporte de drogas visava dificultar a fiscalização de rotina. A tática de esconder o material dentro de produtos de uso doméstico é um ponto central da investigação.

A Polícia Federal e o Ministério Público seguem com os trabalhos para identificar outros possíveis integrantes da organização. O foco é entender a extensão da rede de distribuição e a origem dos recursos lavados.

As investigações continuam para mapear todos os envolvidos no fluxo de encomendas. O caso segue sob sigilo para garantir o sucesso das buscas e prisões em andamento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.