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Distrito Federal

Publicitária é indiciada por espalhar vídeo falso sobre suposto sequestro de crianças no DF

Investigação da Polícia Civil constatou que alertas sobre quadrilha de tráfico infantil no DF eram fake news e não possuem base real.

Por Redação Diário Local

Uma publicitária será indiciada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após publicar um vídeo nas redes sociais com informações falsas sobre um suposto esquema de sequestro de crianças na capital. A investigação da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) concluiu que os alertas sobre uma quadrilha de tráfico infantil não possuem qualquer embasamento real.

O caso ganhou repercussão após o vídeo circular em aplicativos de mensagens, gerando apreensão entre moradores do Distrito Federal. Na gravação, a profissional alegava que criminosos estariam atuando em um shopping da cidade e no Parque da Cidade.

O que a investigação apurou

De acordo com a PCDF, não foram encontrados boletins de ocorrência que comprovem as situações narradas pela mulher. A polícia também afirmou que não existem imagens de segurança que sustentem as suspeitas apresentadas no conteúdo digital.

A corporação reforçou que não há investigações em curso sobre tentativas de crimes ligados ao tráfico de pessoas em nenhum ponto do Distrito Federal. O delegado-chefe da 3ª DP, Victor Dan, afirmou que as mensagens são falsas e causam prejuízos e medo à população.

No vídeo, a publicitária dizia que um delegado teria admitido a existência de uma rede criminosa em Brasília e que o Parque da Cidade apresentava muitas ocorrências desse tipo. No entanto, a autoridade policial desmentiu todas as declarações.

Indiciamento e defesa

Com a confirmação de que as denúncias eram infundadas, a Polícia Civil decidiu pelo indiciamento da mulher por falsa comunicação de crime. Ela também responderá por contravenção penal por provocar pânico desnecessário, conforme previsto no Artigo 41 da Lei de Contravenções Penais.

Questionada sobre o episódio, a publicitária afirmou que as informações compartilhadas no vídeo foram baseadas no relato de uma colega de trabalho. Segundo ela, a colega teria vivenciado a situação com o filho e registrado uma ocorrência policial.

A profissional declarou que, como não presenciou os fatos diretamente, a colega é a pessoa indicada para detalhar o episódio, mas que segue à disposição das autoridades para esclarecimentos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.