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Patrimônio

Brasil celebra Dia Nacional do Patrimônio Histórico com foco em preservação e novos usos

Data celebra o nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade e destaca iniciativas de recuperação de prédios no Rio e registro de feiras em Belém

Por Redação Diário Local

O Brasil celebra nesta segunda-feira (17) o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, data em homenagem ao nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade, personagem fundamental na construção da política de preservação do país. A data marca o reconhecimento de que a proteção de bens culturais envolve tanto a estrutura física quanto os saberes e modos de vida de uma sociedade.

No Rio de Janeiro, a Prefeitura entregou nesta semana as chaves dos onze primeiros imóveis históricos da Rua do Teatro. Os prédios, que passaram por anos de degradação, foram adquiridos por meio do programa Reviver Centro Patrimônio PRÓ-APAC e deverão ser recuperados com apoio financeiro do município para garantir a retomada do uso urbano.

A iniciativa busca enfrentar o desafio de converter a proteção jurídica em conservação material, uma vez que o tombamento administrativo, por si só, não garante a manutenção física dos edifícios.

O que acontece no Rio de Janeiro?

Além da entrega dos imóveis na Rua do Teatro, o Rio de Janeiro inicia nesta segunda-feira (17) a Semana do Patrimônio Cultural 2026. O evento é organizado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e celebra os 40 anos da política municipal de proteção.

A programação da semana inclui debates, exposições, visitas técnicas e roteiros guiados pela cidade, com o objetivo de conectar diferentes pontos da paisagem urbana e fomentar o conhecimento sobre o acervo histórico carioca.

Proteção de acervos e cultura imaterial

Em Belém, representantes do Instituto Ver-o-Peso e feirantes entregaram ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o pedido para o registro da Feira do Ver-o-Peso como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O pedido foca na preservação das práticas, saberes e tradições que compõem o local, indo além da estrutura física dos mercados.

No campo da segurança de acervos, a Polícia Civil de São Paulo recuperou oito gravuras de Henri Matisse que haviam sido roubadas da Biblioteca Mário de Andrade em dezembro de 2025. Os trabalhos pertenciam ao álbum Jazz. Cinco obras de Candido Portinari, levadas no mesmo crime, continuam desaparecidas.

Especialistas reforçam que a preservação de acervos depende de inventários detalhados e documentação fotográfica rigorosa, que permitem a identificação e busca de bens em caso de furto ou roubo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.