Macaco-prego é flagrado bebendo água em bromélia gigante na Vista Chinesa, no Rio
Registro de um visitante mostra macaco-prego aproveitando água acumulada em bromélia-imperial no Parque Nacional da Tijuca
Por Redação Diário Local
Um macaco-prego foi flagrado bebendo água acumulada no interior de uma bromélia-imperial na Vista Chinesa, ponto turístico do Parque Nacional da Tijuca, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O registro, feito por um visitante, mostra o animal utilizando a planta como fonte de hidratação diretamente na natureza.
O comportamento registrado faz parte da rotina natural de macacos e de outras espécies que habitam o bioma da Mata Atlântica. As bromélias funcionam como reservatórios naturais, pois acumulam água entre suas folhas, criando pequenos ecossistemas isolados.
Nesses ambientes, conhecidos como tanques centrais, é possível encontrar diversos organismos, como anfíbios, aracnídeos e crustáceos. Esses pequenos animais acabam servindo de alimento para diversas espécies da floresta, incluindo o próprio macaco-prego.
O papel da bromélia no ecossistema
A planta que aparece no registro chama a atenção pelo porte e pela função ambiental. A bromélia-imperial pode ultrapassar três metros de altura e é essencial para a manutenção do equilíbrio biológico na região.
Tanto o macaco-prego quanto a bromélia-imperial são espécies nativas da Mata Atlântica. O bioma é protegido dentro dos limites do Parque Nacional da Tijuca, onde os dois estabelecem relações vitais de sobrevivência.
Além de fornecer água e alimento, as bromélias ajudam a criar as condições necessárias para a sobrevivência de uma série de organismos que dependem desses microambientes para completar seus ciclos de vida na floresta.
Alerta para visitantes da floresta
O flagrante também serve como um alerta para os turistas que frequentam a Floresta da Tijuca. Embora os macacos-pregos sejam vistos com frequência em áreas de circulação de pessoas, a recomendação das autoridades e especialistas é que não alimentem os animais.
Os primatas não precisam receber comida ou água de seres humanos para sobreviver. Como demonstrado pelo episódio na Vista Chinesa, eles são plenamente capazes de encontrar, por conta própria, os recursos necessários para sua manutenção na mata.
