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Justiça determina prisão preventiva de diarista suspeita de matar casal em Belo Horizonte

Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, foi detida três dias após o crime. A juiza analisou a legalidade da prisão e determinou que ela seguirá encarcerada enquanto corre a investigação.

Por Diário Local

A diarista Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, foi mantida em prisão preventiva nesta sexta-feira (3/7) após audiência de custódia realizada em Belo Horizonte. A juiza analisou a legalidade do encarceramento e determinou que ela permanecerá detida por tempo indeterminado enquanto a investigação prossegue. Paola é suspeita de envolvimento na morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, ambos mortos a facadas.

O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde residia, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na terça-feira (1º). O filho do casal fez a descoberta após estranhar a falta de contato com os pais e dirigir-se até o imóvel.

Paola foi localizada e presa na madrugada de quinta-feira (2/7), em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, três dias após o crime. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, ela foi encontrada após trabalho de rastreamento e monitoramento.

De acordo com a Polícia Militar, não havia sinais de arrombamento na residência. Imagens do circuito interno de segurança mostram a diarista entrando no prédio na manhã de segunda-feira (29) e saindo do local aproximadamente oito horas depois portando sacolas e uma bolsa.

Durante o depoimento, a diarista afirmou ter sofrido um "surto psicótico" e relatou ouvir vozes ordenando a morte de uma das vítimas. Ela também contou aos investigadores que dopou o casal com medicamentos de seu próprio uso.

A defesa de Paola sustenta que ela possui histórico de transtornos mentais, internações psiquiátricas prévias e faz uso contínuo de medicamentos prescritos. Familiares, por sua vez, informam que ela utilizava medicamentos controlados, como clonazepam, sem prescrição médica.

A Polícia Civil investiga o caso como possível latrocínio — roubo seguido de morte —, mas ressalta que a tipificação final do crime dependerá da conclusão das investigações e da análise de todas as provas reunidas.

O crime chocou Minas Gerais pela brutalidade e pelos detalhes que emergiram durante a investigação. A rápida localização da suspeita foi resultado de trabalho integrado entre as forças de segurança do estado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.