Marina Silva critica misoginia após Damares sofrer ameaças por declarações na web
Deputada federal criticou agressões contra a senadora e sua filha, afirmando que debate político deve manter civilidade e respeito.
Por Diário Local
A deputada federal Marina Silva (Rede-SP) manifestou solidariedade à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pelas ofensas e ameaças sofridas pela senadora e sua filha nesta sexta-feira (3 de julho). Em postagem no perfil oficial no X, Marina criticou o que classificou como misoginia e defendeu que o debate político se mantenha dentro dos limites da civilidade e do respeito.
"Nada justifica que uma mulher seja atacada, desqualificada ou constrangida por ser mulher", afirmou Marina Silva em sua manifestação. A deputada continuou: "A misoginia, venha de onde vier e atinja quem atingir, precisa ser enfrentada com firmeza por todas as pessoas que acreditam na democracia, no respeito e na dignidade humana."
Damares havia relatado o caso durante a sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado na quarta-feira (1º de julho). De acordo com a senadora, internautas passaram a enviar xingamentos e ameaças após o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, pré-candidato a deputado federal pelo PL no Paraná, afirmar que ela seria "amante de pastor" e "feminista".
A senadora denunciou que as ofensas não se limitaram a ela, atingindo também sua filha. Os ataques misóginos geraram reações de parlamentares que condenaram o comportamento e chamaram atenção para a necessidade de enfrentar a violência contra a mulher na política.
Marina Silva diferencou o embate político legítimo da agressão pessoal. Segundo a deputada, as discussões políticas precisam ser "firmes", mas "jamais podem abrir mão da civilidade, da verdade e do respeito". Ela ressaltou: "Quando uma mulher na vida pública é alvo de agressões e tentativas de silenciamento, todas nós somos atingidas."
A deputada reforçou que a defesa contra a misoginia deve ser responsabilidade coletiva. Para Marina Silva, combater esse tipo de agressão é fundamental para fortalecer a democracia e garantir que mulheres possam atuar na vida pública sem sofrer constrangimentos por sua condição de gênero.
O caso evidencia o debate crescente sobre os limites entre crítica política e ataques pessoais em redes sociais, especialmente direcionados a mulheres que ocupam posições de poder no país.
Marina Silva, que também é conhecida por suas posições sobre direitos humanos e democracia, reiterou seu compromisso com a defesa da dignidade humana e do respeito mútuo no espaço público.
