Ventos costeiros, tornado, ciclone e furacão: entenda as diferenças entre os fenômenos
Após ventania no Rio de Janeiro, saiba como identificar as origens e características de cada tipo de vento forte.
Por Redação Diário Local
A ventania que atingiu o Rio de Janeiro nesta quarta-feira (29) deixou duas pessoas mortas, provocou apagões e derrubou árvores após registrar rajadas de até 105 km/h. O episódio levantou dúvidas sobre a diferença entre ventos costeiros, tornados, ciclones e furacões, fenômenos que possuem características distintas, segundo o Climatempo.
Embora todos esses eventos estejam associados a ventos fortes e potencial de destruição, eles se diferenciam pela origem, pela localização e pela intensidade. O evento ocorrido no Rio foi causado pela intensificação de ventos costeiros durante a passagem de uma frente fria.
O que são ventos costeiros?
Os ventos costeiros se intensificam em regiões próximas ao litoral devido às diferenças de temperatura e pressão entre o oceano e o continente. Eles também surgem pela passagem de sistemas meteorológicos, como frentes frias e ciclones.
No caso registrado no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (29), o avanço de uma frente fria intensificou o vento na região. Na Baixada Santista, as rajadas chegaram a ultrapassar os 100 km/h.
Como se forma um tornado?
O tornado é uma corrente de ar giratória que se forma entre o solo e a base de uma nuvem específica, chamada cumulonimbus (supercélula). Ele costuma se formar sobre o continente, em ambientes com ar quente e muita umidade.
Visualmente, o fenômeno tem a aparência de um funil que liga a nuvem ao solo. Ele pode ter de alguns metros até cerca de 2 quilômetros de diâmetro e geralmente dura poucos minutos.
Apesar de concentrar a destruição em áreas relativamente pequenas, o tornado é muito intenso. Seus ventos sempre superam os 100 km/h e podem passar dos 320 km/h em casos extremos.
O que é um ciclone extratropical?
O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão que surge do encontro de massas de ar quente e frio. O fenômeno está associado à passagem de frentes frias e é comum em regiões de clima temperado.
No Brasil, esse sistema influencia as regiões Sul e Sudeste. Ele possui uma extensão muito grande, podendo ultrapassar 1.000 km de diâmetro.
Sua identificação é feita por satélites, que mostram uma grande área de nuvens espiraladas, com formato semelhante a um caramujo. Embora possa causar chuva intensa e ressaca, seus ventos costumam ser menos intensos que os de tornados ou furacões.
Em seus casos mais fortes, o ciclone extratropical pode registrar rajadas de vento acima de 100 km/h.
O que caracteriza um furacão?
O furacão se forma exclusivamente sobre oceanos de águas quentes e exige uma atmosfera aquecida para se desenvolver. Ele é um sistema de grandes dimensões, com cerca de 500 km entre o centro e a área de ventos mais fortes.
Visualmente, o furacão parece uma extensa massa de nuvens arredondadas e com braços, lembrando o formato de galáxias. Quando atinge a fase madura, ele apresenta um centro de calmaria chamado de "olho do furacão".
Os ventos do furacão superam os 100 km/h. O fenômeno pode causar danos severos quando atinge áreas situadas no litoral.
