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Trânsito

Emissão de CNH cresce 17% após flexibilização de regras por governo federal

Busca pela primeira habilitação saltou 216% e custo médio para novos motoristas caiu de R$ 3,1 mil para R$ 1,2 mil

Por Redação Diário Local

A emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para novos motoristas aumentou 17,1% entre janeiro e agosto de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Ministério dos Transportes divulgados nesta quinta-feira (10).

Ao todo, cerca de 2 milhões de condutores foram habilitados no período. A procura pelo documento teve um salto ainda maior, de 216%, com o número de pessoas que solicitaram a primeira CNH subindo de 2,3 milhões para 7,3 milhões nos primeiros oito meses do ano.

O Ministério dos Transportes informou que o custo médio para obter a carteira na modalidade AB (carros e motos) caiu de R$ 3.169, registrado em outubro de 2025, para R$ 1.265 em abril deste ano. Em São Paulo, a redução foi de R$ 1.972 para R$ 1.015; já no Rio Grande do Sul, o valor baixou de quase R$ 5.000 para R$ 1.365.

O que mudou para baratear a CNH?

As alterações fazem parte de um pacote de medidas para flexibilizar as regras e reduzir os gastos dos condutores. Entre as principais mudanças está o fim da obrigatoriedade de frequentar autoescolas para a obtenção do documento e a redução do número de aulas práticas de 20 para 2 horas.

O governo calculou que os cidadãos pouparam R$ 9,64 bilhões com as mudanças, considerando economias diretas e indiretas. Um exemplo é a criação de um teto de R$ 180 para exames médico e psicológico, que gerou uma economia estimada de R$ 414,6 milhões.

Contudo, o Ministério dos Transportes ressaltou que Minas Gerais, Mato Grosso e Sergipe judicializaram a imposição do valor máximo e, atualmente, cobram acima do limite definido. Treze estados, incluindo São Paulo, estão sob fiscalização por supostos descumprimentos das novas regras.

Perfil dos novos habilitados e prazos

Os dados mostram que a emissão cresceu mais entre pessoas com idade mais avançada. Para o grupo de 55 anos ou mais, o avanço foi de 53,4%, enquanto para pessoas entre 45 e 54 anos, a alta foi de 37,4%. Entre os jovens de 18 a 20 anos, o crescimento foi de 11,9%.

O tempo de espera para concluir o processo também apresentou queda. A mediana de dias caiu de 210 dias, no mesmo período do ano passado, para 147 dias em 2026. No último ano, dois em cada três motoristas levavam cerca de seis meses para conseguir a habilitação, enquanto em 2026 esse percentual caiu para 40,6%.

O ministro dos Transportes, George Santoro, rebateu críticas de que a flexibilização prejudicaria o setor de autoescolas. Segundo Santoro, 478 empresas encerraram atividades até agosto de 2026, mas as baixas foram voluntárias. Ele afirmou ainda que instrutores autônomos respondem por 13,2% das aulas práticas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.