Diário Local
Pantanal

Engarrafamento de barcos com turistas cerca onça-pintada às margens do Rio São Lourenço no Pantanal

Vídeo mostra dezenas de embarcações ao redor de animal em Poconé (MT); especialistas alertam para riscos ao bem-estar da fauna.

Por Davy Albuquerque

Um engarrafamento de barcos com turistas cercou uma onça-pintada às margens do Rio São Lourenço, na região de Porto Jofre, em Poconé (MT). O registro, que mostra dezenas de embarcações motorizadas ao redor do animal, foi divulgado pelo guia de turismo Redouane Lachgar nesta segunda-feira (13/7).

As imagens capturadas no Pantanal mato-grossense mostram o momento em que visitantes disputam espaço entre as embarcações para fotografar o felino. O episódio levanta debates sobre o impacto da atividade de observação sobre a fauna local.

A região de Porto Jofre é reconhecida por pesquisadores como um dos locais com a maior densidade de onças-pintadas do planeta. Por conta disso, a área se consolidou como uma referência internacional para o turismo de observação da espécie.

Apesar da importância econômica e científica da atividade, especialistas e defensores da fauna alertam para a necessidade de limites rigorosos. O objetivo é garantir que o turismo siga boas práticas para evitar danos aos animais da região.

Quais são os riscos para a fauna?

De acordo com especialistas, o excesso de embarcações e o assédio constante de turistas podem trazer consequências negativas para os felinos. O comportamento de cercar o animal de forma próxima pode comprometer o bem-estar da espécie.

Os alertas indicam que a prática inadequada de observação coloca em risco a integridade física das onças. Além disso, a presença massiva de motores e pessoas pode alterar o comportamento natural dos animais no habitat.

A manutenção do equilíbrio entre o turismo e a preservação depende do cumprimento das normas de manejo. O controle da quantidade de barcos é apontado como um fator essencial para mitigar o impacto sobre o ecossistema.

A comunidade científica reforça que a observação deve ser feita de modo a não interferir na rotina de caça e descanso das onças-pintadas, preservando a biodiversidade do Pantanal.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.