Diário Local
Mato Grosso do Sul

Escritor relata perseguição e prisão após denunciar corrupção na ditadura em Mato Grosso do Sul

Em novo livro, Brígido relembra perseguições que teriam começado após denúncia de irregularidades no Banco do Brasil, em Sidrolândia.

Por Redação Diário Local

O escritor Brígido relata, em um novo livro, o período de perseguição e prisão que enfrentou após denunciar atos de corrupção durante o regime de ditadura militar em Mato Grosso do Sul. O autor detalha como as dificuldades começaram após ele apontar irregularidades envolvendo o Banco do Brasil, no município de Sidrolândia.

No relato autobiográfico, o escritor descreve que o movimento de repressão contra ele teria sido desencadeado diretamente pela sua atuação como fiscal. As denúncias sobre o funcionamento da instituição financeira na cidade de Sidrolândia são apontadas como o estopim para o cerceamento de suas atividades.

A obra busca registrar o impacto das ações do governo militar sobre indivíduos que atuavam no controle de instituições públicas e de economia estatal. Brígido utiliza o registro escrito para documentar como a denúncia de corrupção se tornou um fator de risco durante aquele período histórico.

Segundo o conteúdo do livro, a trajetória de perseguição culminou em sua prisão, conforme narrado pelo próprio autor. O texto percorre os eventos que levaram o escritor do exercício da fiscalização ao encarceramento por conta de suas investigações.

O contexto descrito no livro situa as ações de corrupção em um cenário de falta de transparência institucional comum ao regime da época. O autor aborda a relação entre a fiscalização de recursos bancários e a reação dos órgãos de controle do Estado.

A narrativa detalha as circunstâncias em que o ex-fiscal identificou os problemas no Banco do Brasil. O relato serve como um documento pessoal sobre a vigilância aplicada a quem questionava a integridade de operações financeiras em Mato Grosso do Sul.

O livro também explora os efeitos psicológicos e sociais de enfrentar o aparato repressivo da ditadura ao tentar cumprir deveres funcionais. A obra contextualiza a vida do escritor entre a rotina técnica de fiscalização e o período de repressão política.

O registro é apresentado como um esforço de memória sobre as consequências de denunciar desvios de conduta em órgãos oficiais. O relato detalha o percurso de Brígido desde a identificação das irregularidades em Sidrolândia até o período em que esteve privado de liberdade.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.