Estacionamentos da Rodoviária do Plano Piloto apresentam problemas de manutenção um ano após concessão
Usuários e órgãos de controle apontam calçadas quebradas, asfalto irregular e sinalização apagada nos bolsões de vaga
Por Davy Albuquerque
Os estacionamentos próximos à Rodoviária do Plano Piloto, no Distrito Federal, registram problemas de manutenção um ano após a implementação da concessão. Apesar da cobrança pelo uso das vagas, usuários relatam calçadas quebradas, asfalto irregular e sinalização de pedestres desgastada.
A Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) determina que a concessionária responsável pelo espaço deve realizar uma série de intervenções. O contrato prevê o reparo de pavimentos para eliminar buracos, a recomposição do revestimento asfáltico, nova sinalização horizontal e vertical, além de adequações de acessibilidade conforme as normas técnicas.
Na prática, bolsões de estacionamento, como o localizado em frente ao shopping Conjunto Nacional, apresentam trechos com asfalto em más condições. Além disso, as calçadas que circundam as vagas possuem pontos com a estrutura quebrada, dificultando a circulação de pedestres, e as faixas de pedestres em áreas próximas encontram-se com a pintura apagada.
O que dizem os usuários
Quem utiliza o serviço diariamente aponta falhas na conservação do espaço. Segundo relatos de frequentadores, a organização do fluxo melhorou, mas a falta de manutenção nas sinalizações e nas calçadas compromete a segurança, especialmente à noite, quando a visibilidade é reduzida.
A questão da segurança também é um ponto de debate. Parte dos usuários observa que, embora a implementação das cancelas tenha afastado a presença de flanelinhas, ainda há pedidos por uma vigilância humana mais constante nos arredores das vagas para garantir total proteção.
Motoristas que utilizam as vagas também questionam o retorno prático da concessão, mencionando que o sistema atual se limita à instalação de cancelas de controle de acesso.
Resposta da concessionária
O Consórcio Catedral, responsável pela gestão, afirmou que a implementação da cobrança permitiu maior rotatividade das vagas, o que beneficiaria o comércio local ao evitar que veículos fiquem estacionados por longos períodos sem uso.
A empresa declarou que o serviço conta com monitoramento por câmeras e cobertura securitária, ressaltando que não houve registros de furtos de veículos nas áreas administradas até o momento. Sobre os valores investidos e a arrecadação, o consórcio informou que todos os processos seguem as regras do contrato de concessão e são apresentados periodicamente ao Governo do Distrito Federal (GDF).
