Diário Local
Mato Grosso do Sul

Estudante de 23 anos morre após galho de árvore cair sobre ela em parque de Campo Grande

Khadyja Gharyb Rocha foi atingida na cabeça enquanto caminhava pelo Parque dos Poderes; Polícia Civil investiga as causas.

Por Redação Diário Local

Uma estudante de 23 anos morreu na tarde de quarta-feira (19) após ser atingida na cabeça por um galho de árvore no Parque dos Poderes, em Campo Grande (MS). Khadyja Gharyb Rocha cursava o 6º semestre de biomedicina em uma faculdade particular da capital e caminhava pela calçada da Avenida do Poeta no momento do acidente.

O Corpo de Bombeiros (CBMMS) informou que realizou tentativas de reanimação na jovem ainda no local, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu na calçada. Familiares foram até o parque e reconheceram o corpo da estudante, que havia completado aniversário no último sábado (15).

A ocorrência foi atendida por policiais militares e peritos da Polícia Civil (PCMS). Segundo apurações realizadas no local, o galho teria se soltado na parte interna da cerca que delimita a área de reserva. O impacto do tronco contra o arame teria causado o rompimento que provocou a queda sobre a vítima.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente e a dinâmica exata da queda. O diretório acadêmico do curso de biomedicina da instituição onde a estudante estudava publicou uma nota de pesar destacando a trajetória de Khadyja.

Avaliação do governo

O Governo de Mato Grosso do Sul informou que uma avaliação técnica não encontrou sinais externos que indicassem a queda do galho de forma irregular. De acordo com o estado, o aceiro da área estava limpo e não havia presença de cipós comprometendo a árvore.

O governo ressaltou que fatores naturais, como ventos fortes, rajadas e períodos de instabilidade climática, podem alterar a estrutura das árvores ao longo do tempo, mesmo sem apresentar sinais visíveis de deterioração.

Ampliação de vistorias

Após o acidente, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) anunciou que vai ampliar as vistorias em locais de circulação de pessoas. A fiscalização terá prioridade em pistas de caminhada e ciclismo, vias públicas, pontos de ônibus e estacionamentos.

Durante as inspeções, as equipes buscarão sinais de risco, como inclinação, cavidades, danos nas raízes e presença de galhos ou árvores mortas. O Imasul destacou que realiza podas seletivas e que a remoção de árvores depende de indicação técnica e autorização.

O órgão reforçou que o Parque Estadual do Prosa é uma unidade de conservação de proteção integral. Por isso, qualquer intervenção na vegetação deve seguir critérios técnicos, ambientais e legais, visando a prevenção de riscos sem comprometer a biodiversidade local.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.