Mulher que se passava por delegada no DF é presa por suspeita de estelionato em Goiânia
Investigada é suspeita de aplicar golpe em salão de beleza e utilizava simulacro de arma para intimidar profissionais
Por Davy Albuquerque
Alessandra Ribeiro Souza Rodrigues foi presa pela Polícia Civil de Goiás em Goiânia, no último dia 6 de julho, sob suspeita de praticar estelionato. A investigação aponta que a mulher se passava por delegada do Distrito Federal para intimidar profissionais de um salão de beleza.
O caso ocorreu em junho deste ano, no Setor Jardim América, onde a mulher realizou um procedimento de mega hair e não efetuou o pagamento de R$ 600. Segundo a Polícia Civil, ela teria utilizado a falsa identidade de autoridade e uma suposta arma de fogo para coagir os funcionários do estabelecimento.
Após o procedimento, a suspeita afirmou que buscaria o dinheiro em sua residência, mas não quitou a dívida. A Polícia Militar foi acionada na ocasião, mas a mulher se recusou a atender os policiais, o que levou a Polícia Civil a instaurar um inquérito para apurar o caso.
Como ocorreu a prisão e o que foi apreendido
Durante a operação de cumprimento do mandado de prisão, os policiais apreenderam um celular, um distintivo de delegado e uma pistola de airsoft, que não possuía a ponteira vermelha característica do equipamento. A Polícia Civil divulgou os dados e a imagem da investigada para tentar localizar outras vítimas da mesma prática.
Após a prisão em flagrante, a custódia foi convertida em preventiva. Contudo, a defesa conseguiu um habeas corpus, o que permitiu que a mulher responda ao processo em liberdade, mediante o uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar.
A Justiça considerou que o objeto apreendido era um simulacro de arma e que a dívida referente ao serviço de beleza foi quitada. A determinação do uso de monitoramento eletrônico foi estabelecida como condição para a liberdade.
Denúncia no condomínio
Além da investigação de estelionato, Alessandra Ribeiro Souza Rodrigues também foi alvo de uma denúncia feita pelo síndico do condomínio onde reside. A queixa envolve crimes de perturbação do sossego e ameaças.
De acordo de acordo com relatos, a mulher teria causado transtornos aos moradores ao circular pelas áreas comuns do edifício ostentando o simulacro de arma de fogo. O episódio de incitação e exibição do objeto foi registrado nas dependências do imóvel no Setor Jardim América.
