Mulher de 25 anos morre após parto no Hospital Regional de Samambaia no DF
Segunda morte de mulher grávida é registrada no Hospital Regional de Samambaia em uma semana; governo do DF determinou apuração.
Por Davy Albuquerque
Uma mulher de 25 anos morreu após dar à luz no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), no Distrito Federal, nesta segunda-feira (13/7). O caso é o segundo registro de morte de uma gestante na mesma unidade hospitalar em um intervalo de apenas uma semana.
A paciente, identificada como Maria Aparecida Galdino dos Santos, deu entrada na unidade hospitalar no domingo. Segundo familiares, a mulher teria solicitado a realização de uma cesárea, mas o pedido foi ignorado pela equipe médica.
A bebê, batizada de Helena, nasceu por volta das 14h de segunda-feira. Após o nascimento, a equipe hospitalar percebeu que parte da placenta permanecia no corpo da paciente, o que desencadeou um quadro de hemorragia.
O esposo da vítima, Douglas Cardoso, relatou que foram necessárias duas raspagens para a retirada da placenta e que, devido à gravidade da hemorragia, houve a necessidade de remover o útero. O processo de atendimento estendeu-se até as 20h, quando a morte foi confirmada.
Maria Aparecida deixa um filho de 9 anos de idade. O marido descreveu a situação como um parto mal conduzido e afirmou estar abalado com a perda da esposa, com quem mantinha um relacionamento de dez anos.
Investigação e apuração
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que determinou a apuração imediata das circunstâncias que envolveram os dois óbitos no Hospital Regional de Samambaia. Em nota, o órgão afirmou que, caso falhas sejam constatadas, os envolvidos serão rigorosamente responsabilizados com medidas administrativas, disciplinares e legais.
Este é o segundo caso registrado no HRSam em poucos dias. No dia 10 de julho, Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, também faleceu durante o trabalho de parto na mesma unidade. A família de Maria Graciana acionou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para investigar possíveis falhas no atendimento.
No caso ocorrido na última sexta-feira, a filha de Maria Graciana sobreviveu e segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Samambaia. A investigação da PCDF e a apuração da Secretaria de Saúde continuam para esclarecer as causas das mortes.
