Nunes afirma que São Paulo operou com 71% da frota de ônibus no segundo turno das eleições
Prefeito Ricardo Nunes alegou que notificação judicial recebida de última hora inviabilizou a circulação de 100% dos veículos
Por Redação Diário Local
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quarta-feira (28) que a capital paulista operou com 71% da frota de ônibus no último domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Segundo o prefeito, 8.814 veículos circularam de um total de 12 mil previstos, apesar da determinação da Justiça Eleitoral para que 100% da frota estivesse disponível.
Nunes alegou que a prefeitura recebeu a notificação judicial "em cima da hora", o que teria inviabilizado o cumprimento integral da medida. De acordo com o prefeito, o comunicado do oficial de Justiça chegou às 13h10 de sábado (24) e, pouco depois, o aviso foi repassado às empresas operadoras para tentar mobilizar os funcionários.
O prefeito explicou que os ônibus que não circularam foram aqueles cujos motoristas não compareceram ao trabalho. Ele ressaltou que, como a operação começa à meia-noite, a prefeitura dispunha de poucas horas para reorganizar a escala e chamar milhares de profissionais para trabalhar no final de semana.
De acordo com Nunes, houve um esforço por parte das empresas para atender à decisão. Ele comparou os resultados dos pleitos, afirmando que no primeiro turno a capital operou com 50% da frota e que, no segundo turno, o índice subiu para 71% após a tentativa de cumprir a ordem judicial.
Impacto no transporte de eleitores
Questionado sobre o impacto na votação, o prefeito informou que cerca de 3,2 milhões de passageiros foram transportados em cada um dos turnos. Nunes defendeu que a oferta de transporte foi superior à demanda e afirmou que nenhum cidadão deixou de votar por falta de ônibus na capital.
A redução da frota foi objeto de questionamentos judiciais e denúncias de passageiros que relataram filas e demora durante o segundo turno. Partidos políticos acionaram a Justiça Eleitoral em São Paulo para tratar da circulação dos veículos.
Uma coligação política chegou a acionar o Judiciário alegando que a prefeitura operou com apenas 60% da frota, apontando dificuldades de deslocamento em bairros da zona leste, como o Itaim Paulista. A decisão para a circulação de 100% da frota foi expedida no sábado (24) pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado.
A determinação judicial ocorreu após ação popular apresentada por parlamentares do PSOL. O caso ocorreu em um cenário de debates sobre a gratuidade e a disponibilização integral do transporte público para garantir o direito ao voto em dias de eleição.
