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Brasília

Funcionária continua internada após vazamento de gás no Aeroporto de Brasília

Flávia Linhares passou por UTI e segue em tratamento respiratório após incidente ocorrido no dia 9 de julho no terminal.

Por Redação Diário Local

A funcionária Flávia Linhares permanece internada e em tratamento respiratório após o vazamento de gás ocorrido no Aeroporto Internacional de Brasília, no dia 9 de julho (09). A trabalhadora apresentou o quadro de saúde mais grave entre os funcionários atingidos pelo incidente nas áreas administrativas do terminal.

O incidente aconteceu por volta das 16h e afetou diversos trabalhadores do local. Segundo relato da própria funcionária, ela começou a sentir tosse intensa, falta de ar e constrição na garganta logo após o ocorrido.

Ao dar entrada na emergência do Hospital Unimed L2, a paciente foi diagnosticada com reação anafilática (anafilaxia), o que exigiu a aplicação imediata de adrenalina para desobstruir as vias aéreas. Flávia relatou que o atendimento inicial no posto médico do aeroporto não incluiu o encaminhamento direto para um hospital de referência.

Como evoluiu o quadro de saúde?

Nos dias seguintes ao vazamento, o estado clínico da funcionária apresentou complicações. No dia 11 de julho (11), ela foi diagnosticada com pneumonite decorrente da inalação da substância. Após uma nova crise respiratória no dia 13 de julho (13), ela permaneceu internada para investigação médica.

Em 14 de julho (14), com o agravamento dos sintomas, a trabalhadora foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Devido ao risco de intubação e à ausência de identificação do gás, o Centro de Informações e Assistência Toxicológica do Distrito Federal (CIATox) foi acionado para orientar o protocolo médico.

No dia 16 de julho (16), a paciente desenvolveu atelectasia (colapso parcial do pulmão) e passou a depender de oxigênio por máscara. Flávia recebeu alta da UTI na última terça-feira (21), mas continua internada em observação, realizando sessões diárias de fisioterapia respiratória.

Sobre a identificação do gás

O tratamento médico enfrentou dificuldades devido à demora na identificação da substância química. A funcionária relatou que a administradora do aeroporto, Inframerica, não forneceu imediatamente os dados sobre a natureza do gás. A cobrança formal pela Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) foi feita pelo esposo da trabalhadora em 17 de julho (17).

A Inframerica enviou o documento apenas no dia 21 de julho (21). As informações preliminares apontam que a substância envolvida no vazamento seria o gás acetileno, um composto inflamável utilizado em processos de solda e corte.

Atualmente, Flávia Linhares apresenta chiado no pulmão e cansaço extremo ao realizar atividades simples, como conversar ou tomar banho. A equipe médica avalia a evolução para determinar uma possível alta hospitalar.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.