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Segurança

Mulher de 63 anos perde R$ 34 mil em golpe de falso advogado em Uberaba

Vítima foi induzida a fazer transferências via Pix após criminosos se passarem por advogado e promotor de Justiça em Minas Gerais

Por Redação Diário Local

Uma mulher de 63 anos perdeu R$ 34.999,98 após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por seu advogado e por um promotor de Justiça em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A fraude ocorreu sob a promessa de liberação de valores de um processo judicial que a vítima aguardava receber.

O caso foi registrado pela Polícia Militar nesta quarta-feira (19). Segundo o registro policial, o contato inicial foi feito por um número de telefone que a vítima acreditava ser o de seu advogado, por ser o mesmo contato utilizado habitualmente pelo profissional em comunicações anteriores.

Durante a abordagem via aplicativo de mensagem, o suposto advogado afirmou que seriam necessários pagamentos para a emissão de uma declaração relacionada ao processo. O criminoso garantiu que os valores seriam devolvidos posteriormente à conclusão dos trâmites.

Para realizar as transferências, os golpistas enviaram duas chaves Pix. A vítima realizou a primeira operação no valor de R$ 19.999,99 e uma segunda transferência de R$ 14.999,99, totalizando o prejuízo de quase R$ 35 mil.

Antes dos pagamentos, o criminoso solicitou que a mulher utilizasse o celular de outra pessoa para participar de uma chamada de vídeo, alegando que se tratava de uma reunião para finalizar o processo judicial. A vítima utilizou o aparelho da filha para realizar o contato.

Na ligação, o homem manteve a câmera desligada e apresentou-se como um promotor de Justiça. A participação do suposto promotor na chamada de vídeo serviu para reforçar a legitimidade da história e convencer a mulher de que a reunião era real.

A vítima percebeu que havia sido enganada quando as mensagens enviadas ao suposto advogado pararam de ser entregues. Após notar o sumiço do contato, ela acionou os bancos onde possui conta para tentar o bloqueio ou a recuperação dos valores transferidos.

A ocorrência foi registrada como estelionato e, até o momento, nenhum suspeito foi identificado. A Polícia Militar orientou a vítima a preservar conversas, números de telefone, comprovantes de Pix e dados das contas receptoras para auxiliar nas investigações.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.