Grávida de oito meses morre após parada cardiorrespiratória durante atendimento em hospital de Minas Gerais
Nayara Oliveira Silva, de 26 anos, deu entrada no hospital com queixas de dor e mal-estar na terça-feira (11) e faleceu na quarta (12)
Por Redação Diário Local
Nayara Oliveira Silva, de 26 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (19) após sofrer uma parada cardiorrespiratória na Santa Casa de Misericórdia de Patrocínio, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. A gestante, que estava no oitavo mês de gravidez, deu entrada no hospital na terça-feira (11) com queixas de dores no corpo, mal-estar, náuseas e dor abdominal.
De acordo com prontuários médicos da unidade, Nayara passou por avaliação inicial na tarde de terça-feira (11) e recebeu medicações na veia. Após a análise de exames, a equipe médica indicou a internação, mas a paciente solicitou ir para casa e foi liberada. Ela retornou ao hospital às 20h30 daquela noite para efetivar o procedimento de internação.
A paciente foi encaminhada para o setor de maternidade na noite de terça (11) e recebeu atendimento na madrugada de quarta-feira (12). Por volta das 1h50, a equipe de enfermagem registrou que a gestante apresentava forte ansiedade, sendo administrada medicação para o quadro. Às 5h10, após vomitar, a paciente desmaiou e apresentou redução do nível de consciência.
Ao chegar ao leito, a equipe médica encontrou Nayara sem pulso, com as pupilas dilatadas e secreção na região do nariz e da boca. Foram iniciadas manobras de ressuscitação cardiopulmonar e solicitada a presença de um médico intensivista. Durante o suporte avançado de vida, o ritmo cardíaco evoluiu para assistolia, que é a ausência de atividade elétrica e mecânica do coração.
Após 35 minutos de manobras contínuas, sem o retorno da circulação sanguínea, o óbito foi declarado às 5h51 de quarta-feira (12). A equipe médica comunicou o falecimento aos familiares e orientou sobre a importância de uma autópsia pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para investigar as causas da morte.
Família aponta negligência no atendimento
A família de Nayara afirma que houve negligência durante o período em que ela esteve na unidade de saúde. Cleusa Oliveira, mãe da paciente, relatou que a filha estava muito inquieta, sentia dores intensas e chegou a pedir uma cesárea antes de falecer. Segundo o relato, a jovem chegou a manifestar que sentia que iria morrer.
O caso foi registrado pela Polícia Militar depois que o companheiro de Nayara, Ronaldo Morais de Souza, procurou a corporação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que ainda não realizou o indiciamento de nenhum profissional envolvido.
Posicionamento do hospital e da prefeitura
Em nota, a Santa Casa de Misericórdia de Patrocínio informou que realiza uma apuração interna, com a participação de áreas responsáveis, para esclarecer as circunstâncias do atendimento. A instituição afirmou que busca entender os fatos ocorridos.
A Prefeitura de Patrocínio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, afirmou que acompanha o caso e presta o suporte necessário dentro de suas atribuições legais. A gestão municipal declarou que monitora o desdobramento da ocorrência.
