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Política

Campanha de Cleitinho se distancia de apoio de Marcelo Aro para evitar problemas jurídicos e políticos

Decisão busca evitar questionamentos jurídicos e desgastes com aliados do senador após movimentações de Aro no partido

Por Redação Diário Local

A campanha do senador Cleitinho (Republicanos) decidiu estabelecer um distanciamento regulamentar do apoio ao candidato ao Senado Marcelo Aro (PP) em Minas Gerais. A medida, comunicada nesta terça-feira (18), busca evitar questionamentos jurídicos e desgastes com o grupo político do senador, após episódios de tensão interna.

Segundo o novo coordenador da campanha de Cleitinho, Luís Eduardo Falcão, o movimento não configura uma ruptura política, já que não havia uma aliança formal entre as legendas. Falcão afirmou que a estratégia visa manter a segurança jurídica da campanha e o foco no desafio eleitoral mineiro. Ele ressaltou que o grupo mantém bom relacionamento com outros candidatos ao Senado, como Marília Campos (PT), Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD).

O distanciamento é motivado por fatores políticos que envolvem aliados próximos ao senador. Membros de seu grupo responsabilizam Aro por dificuldades enfrentadas por Cleitinho no partido durante o prazo de registro de candidaturas. Antes de retomar o projeto ao Senado, Aro articulou uma candidatura ao governo de Minas Gerais junto ao Republicanos, ao PL e à Federação União Progressista.

Essa movimentação gerou atritos com o governador Mateus Simões (PSD), que classificou a conduta de Aro como traição, por articular uma candidatura que o enfrentaria após Aro ter ocupado cargos no primeiro escalão do governo estadual. As articulações de Aro para o governo fracassaram quando o PL lançou Flávio Roscoe e a Federação União Progressista se coligou ao PSD.

Por que ocorreu o distanciamento?

A decisão ocorre para proteger a imagem do senador e evitar o que aliados chamam de "carona" de Aro na popularidade de Cleitinho. Além disso, a campanha quer evitar problemas jurídicos decorrentes da falta de aliança formal entre as federações e os partidos envolvidos.

Outro fator para o afastamento é a tentativa de blindar a candidatura de controvérsias envolvendo um aliado de Marcelo Aro, o diretor da Cemig SIM, Rubem Soalheiro. Soalheiro foi demitido nesta quinta-feira (13) (13), após representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gerou investigações sobre contratações na empresa.

A Cemig SIM passa por auditorias interna e externa para apurar as circunstâncias da contratação da empresa Green Investimentos. O caso é acompanhado pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero. Durante debate recente, Cleitinho foi questionado sobre possíveis conexões entre seu apoio a Aro e as investigações na companhia.

Em resposta aos questionamentos, o coordenador Falcão afirmou que a campanha de Cleitinho não possui relação com as auditorias na Cemig SIM. Ele destacou que as situações investigadas referem-se ao atual governo de Minas Gerais e reiterou que o senador não responde a processos relacionados ao caso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.