Homem é preso no DF suspeito de ameaçar e extorquir 28 mulheres
Suspeito utilizava redes sociais para monitorar vítimas e exigia pagamentos via Pix para cessar ameaças de morte e ofensas raciais.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu preventivamente nesta segunda-feira (19) um homem suspeito de extorquir, ameaçar e cometer injúria racial contra ao menos 28 mulheres na capital federal. O investigado utilizava redes sociais e aplicativos de relacionamento para iniciar o contato e, em seguida, aplicar golpes financeiros por meio de chantagens psicológicas.
A prisão foi efetuada por agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). De acordo com as investigações, o suspeito estabelecia contato inicial com as vítimas em plataformas digitais e, quando elas tentavam interromper a comunicação, ele iniciava uma rotina de intimidação via WhatsApp. Para evitar ser bloqueado, o homem utilizava diversos números de telefone.
O padrão de atuação consistia em enviar ofensas racistas e ameaças de morte para coagir as mulheres a realizarem pagamentos. As vítimas eram pressionadas a fazer transferências via Pix, geralmente no valor de R$ 500, para que o assédio fosse interrompido.
Para intensificar o controle sobre as alvos, o investigado monitorava os perfis das vítimas nas redes sociais. Com isso, ele demonstrava ter conhecimento sobre a rotina e os trajetos frequentados pelas mulheres e por seus familiares, aumentando o clima de insegurança.
As investigações apontaram que, caso os pagamentos fossem recusados, o assédio se expandia para o círculo familiar. O homem direcionava ameaças de violência física extrema contra as mães das vítimas como forma de garantir a extorsão.
O caso começou a ser apurado após uma das mulheres procurar a 2ª Delegacia de Polícia em 25 de julho deste ano para registrar uma ocorrência. A partir do relato, os investigadores mapearam a repetição do comportamento e constataram que o suspeito acumulava 28 procedimentos policiais por condutas semelhantes em todo o Distrito Federal.
O pedido de prisão preventiva foi fundamentado pela reincidência do investigado, que cumpria o benefício de liberdade provisória quando voltou a cometer os crimes com o mesmo método. A Justiça acatou a medida para interromper as agressões.
O inquérito segue sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Polícia. A Polícia Civil trabalha para concluir as investigações e garantir que o suspeito responda judicialmente pelos crimes de extorsão, ameaça e injúria racial.
