Homem é preso com submetralhadora e explosivos no Guarujá após denúncia
Polícia Militar apreendeu fuzil, granadas, drones e uma impressora 3D em imóvel no bairro Vila Zilda durante operação.
Por Redação Diário Local
A Polícia Militar prendeu um homem de 42 anos na madrugada deste sábado (31) no bairro Vila Zilda, em Guarujá (SP). Durante a ação, os agentes apreenderam um arsenal composto por fuzil, pistolas, granadas, munições e outros materiais explosivos.
A prisão ocorreu após uma denúncia anônima e fez parte da Operação Impacto Contra o Tráfico de Drogas, realizada pelo 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (21º BPM/I). A corporação destacou o elevado potencial destrutivo das armas e materiais encontrados no imóvel.
Segundo a Polícia Militar, o armamento localizado poderia ser utilizado em ações criminosas de grande porte, como ataques armados coordenados, confrontos contra forças de segurança e atentados com o emprego de explosivos.
O que foi apreendido no imóvel?
No local, os policiais encontraram um fuzil calibre 5,56 mm, uma pistola calibre .45, revólveres, espingardas, uma carabina e uma submetralhadora de fabricação artesanal. A equipe também apreendeu mais de 700 munições de diferentes calibres.
No arsenal também foram identificados 33 emulsões explosivas, detonadores, cordéis, estopins e granadas. Além dos explosivos, os agentes localizaram três drones, três capas de colete, dois celulares, dinheiro em espécie e uma impressora 3D.
A Polícia Militar acredita que a impressora 3D possa ter sido utilizada para a fabricação de peças e componentes de armamentos, o que explicaria a existência da submetralhadora artesanal. A hipótese deve ser verificada pela perícia técnica.
Suspeita de ligação com facções criminosas
A Polícia Militar suspeita que o homem armazenasse o material para uso de facções criminosas em crimes como roubos a bancos, ataques a carros-fortes e operações de domínio de cidades, conhecidas como 'Novo Cangaço'.
A assessoria de imprensa da corporação informou que há a suspeita de que os armamentos sejam provenientes do mercado ilícito ou de importação ilegal para o Brasil. As investigações devem agora identificar a origem exata de cada item e como chegaram ao crime organizado.
Devido à quantidade e ao tipo de material explosivo, o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), do 4º Batalhão de Polícia de Choque, foi acionado para realizar o manuseio seguro e a avaliação técnica dos artefatos.
O homem preso em flagrante já possui histórico criminal por porte ilegal de armas de fogo. O caso segue sob investigação para apurar a participação de outros envolvidos.
