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Segurança

Homem é preso suspeito de se passar por técnico do Grêmio para aplicar golpes em atletas

Criminoso utilizava perfis falsos para ganhar confiança de jogadores e solicitar transferências bancárias em nome de falsas doações.

Por Redação Diário Local

Um homem foi preso em flagrante nesta quarta-feira (2) durante a Operação Falso 9, realizada pelas polícias civis do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. O suspeito é investigado por utilizar perfis falsos em aplicativos de mensagens para se passar por técnicos de futebol e aplicar golpes em atletas profissionais.

A investigação teve início após quatro jogadores do Grêmio, de Porto Alegre, serem abordados pelo mesmo número de telefone. O criminoso utilizava uma linha registrada em nome de um terceiro e adotava a foto de perfil do técnico Luis Castro para dar credibilidade ao contato.

De acordo com a polícia, a estratégia do golpista era estabelecer uma relação de confiança com os atletas antes de realizar qualquer pedido de dinheiro. Ele também exigia que os diálogos fossem mantidos em sigilo, uma tática para evitar que as vítimas consultassem terceiros e percebessem a fraude.

Em um dos casos identificados, o atacante Enamorado, do Grêmio, conversou com o criminoso por vários dias sobre assuntos pessoais, como rotina e família, além de temas sobre o desempenho nos treinamentos. O objetivo era criar um vínculo emocional e profissional com o jogador.

Após ganhar a confiança do atleta, o golpista propôs uma suposta doação de cestas básicas para um grupo social no Rio de Janeiro. Uma transferência no valor de R$ 22 mil foi realizada em maio, mas o dinheiro acabou sendo direcionado para uma conta bancária controlada por uma organização criminosa.

Outros jogadores do clube gaúcho também foram alvo das abordagens, mas não chegaram a realizar pagamentos. O zagueiro Walter Kannemann recebeu o contato do golpista, mas desconfiou da abordagem e não efetuou a transação financeira.

O ex-jogador Andrés D’Alessandro também foi contatado pelo número falso. Segundo as autoridades, a situação envolvendo o argentino já estava sendo monitorada pela polícia, o que impediu que o golpe fosse concretizado.

A operação conjunta entre as polícias civis do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul busca desarticular a estrutura utilizada para o engano e identificar outros possíveis envolvidos na organização criminosa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.