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Segurança Digital

Estudo aponta que idade de agressores em redes sociais caiu nos últimos seis anos

Levantamento mostra que média de idade de infratoores caiu para 19 anos e aponta vítimas majoritariamente crianças e adolescentes

Por Redação Diário Local

A idade média dos agressores que utilizam redes sociais e transmissões ao vivo apresentou queda nos últimos seis anos, conforme aponta um estudo publicado na revista especializada Sentinel. O levantamento, que incluiu o Brasil entre os 33 países analisados, revelou que a média de idade dos infratores é de 19 anos.

A pesquisa indica que, no período entre 2020 e 2026, a faixa etária dos criminosos variou entre 19 e 22 anos. Em contraste, o perfil das vítimas é composto majoritariamente por menores de idade, com uma média de idade de 14 anos.

Os dados foram baseados no monitoramento da rede internacional de crimes cibernéticos conhecida como “The Com”. O grupo utiliza redes sociais e jogos com chat online para buscar vítimas e promover um ecossistema baseado em comportamentos de ódio.

Quais são os crimes mais comuns?

Segundo o levantamento, menores de idade, especialmente entre 11 e 16 anos, têm sido alvos de diversas modalidades criminosas no ambiente digital. Os crimes documentados incluem abuso sexual, extorsão, incitação ao suicídio, automutilação, maus-tratos a animais e o compartilhamento de material de abuso infantil.

O mapeamento realizado entre fevereiro de 2020 e maio de 2026 registrou 295 prisões ligadas à rede “The Com” em 33 países. Os investigados impactaram pelo menos 5.375 indivíduos e entidades, resultando em 22 mortes, 1.747 vítimas de extorsão e 1.633 crimes cibernéticos.

Além disso, foram contabilizados 1.754 casos de trotes, que envolvem o acionamento falso de polícias e bombeiros, e 143 casos de animais mutilados.

Como funciona o comportamento dos agressores?

A análise técnica aponta que 94,6% dos agressores são do sexo masculino. Especialistas discutem que o comportamento nem sempre está ligado a diagnósticos de psicopatia, mas sim a uma estrutura coletiva que estimula o ódio e a frieza.

De acordo com o psiquiatra Daniel Barros, colaborador da Faculdade de Medicina da USP, a atividade atrai pessoas com traços de frieza, mas reduzir o fenômeno apenas a uma patologia psiquiátrica pode ignorar a complexidade do problema. O fator coletivo é apontado como um motor para a prática desses atos.

O modo de operação geralmente começa de forma silenciosa. Perfis em redes sociais funcionam como vitrine para o recrutamento, onde os agressores escolhem alvos por fotos e preferências. O contato inicia por mensagens privadas, estabelecendo uma relação de confiança antes de evoluir para chantagens e violência.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.