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Segurança

Homicídios no Brasil têm 80% de vítimas negras, aponta anuário de segurança

Dados do Anuário de Segurança Pública 2026 mostram que pessoas negras representam a maioria dos mortos por homicídio e por intervenção policial.

Por Redação Diário Local

Pessoas negras representam 80% do total de homicídios registrados no Brasil em 2025, segundo dados do Anuário de Segurança Pública 2026. Ao todo, foram 36 mil brasileiros negros assassinados no último ano, conforme levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O perfil racial da violência é ainda mais acentuado em casos de mortes causadas por intervenção policial. Nesses episódios, a proporção de vítimas negras sobe para 82% do total de óbitos.

A análise dos dados aponta que o fenômeno da criminalidade no país possui um caráter político-racial, com raízes históricas ligadas ao modelo de produção colonial. A estrutura de exploração iniciada no período da colonização europeia é apontada como o fundamento de uma violência que perdura até hoje.

Durante o século XVI, a implantação de atividades agropecuárias e mineradoras no território brasileiro baseou-se na escravização de populações negras africanas. Esse modelo de negócio transformou o trabalho escravo em uma das atividades econômicas mais lucrativas da história, moldando a estrutura social do país.

O processo de abolição da escravidão, ocorrido há pouco mais de um século, não foi acompanhado por políticas de inclusão social e econômica para a população negra. Em vez disso, observou-se a cristalização de desigualdades que afetam o acesso a direitos fundamentais.

Como a desigualdade afeta a segurança?

A desigualdade social no Brasil manifesta-se em diversas dimensões da cidadania, incluindo renda, saúde, educação, moradia e segurança pública. A falta de integração dessa parcela da população após o fim do regime escravista consolidou disparidades estruturais.

Atualmente, a população negra compõe cerca de 56% do total de brasileiros, o que representa mais de 120 milhões de pessoas. Os índices de violência refletem o impacto dessa composição demográfica diante de um modelo socioeconômico de origem colonial.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.