Lula cobra engajamento de militantes nas redes sociais a 21 dias do 1º turno
Em live realizada neste domingo (13), o presidente pediu foco no combate a mentiras e criticou erros na distribuição de materiais da campanha.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma transmissão ao vivo neste domingo (13) para dialogar com apoiadores como parte de um cronograma de mobilizações da campanha de reeleição em todo o país. Durante a live, o petista cobrou maior engajamento da militância tanto nas ruas quanto nas redes sociais a 21 dias do primeiro turno das eleições.
Lula defendeu que a disputa eleitoral no ambiente digital deve ser pautada pelo que chamou de "jogo da verdade". Segundo o presidente, os próximos dias de campanha devem ser dedicados a combater a disseminação de informações falsas para garantir a vitória.
O chefe do Executivo associou o uso de mentiras em períodos eleitorais à dificuldade de gestão governamental. Ele citou os ex-mandatários Fernando Collor de Mello e Jair Bolsonaro, afirmando que o uso de falsidades resultaria em gestões sem compromisso com o povo e sem capacidade de governar.
O presidente também abordou o enfrentamento a grupos que classificou como negacionistas e fanáticos. Para Lula, esses setores não buscam o debate de argumentos, mas sim a confusão e a invenção de histórias para gerar engajamento.
Falhas na distribuição de materiais
Lula reconheceu falhas na produção e na distribuição de materiais de propaganda, como panfletos e bandeiras, em diversas cidades e estados. Ele admitiu que houve atrasos e que a militância tem feito reclamações frequentes sobre a falta de itens para o trabalho de base.
O Partido dos Trabalhadores (PT) havia decidido descentralizar a fabricação desses itens para os diretórios estaduais, mas o presidente informou que o partido mudou de estratégia. A responsabilidade pela produção e entrega de materiais voltará a ser centralizada pelo partido.
Críticas a oponentes
Sem citar nominalmente os candidatos presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL), o presidente fez críticas severas aos adversários. Lula descreveu um dos candidatos como alguém que "parece capataz de fazenda do tempo da escravidão".
A outro oponente, o presidente acusou de ter origens ligadas à milícia e de participar de irregularidades, mencionando casos de desvios na Previdência Social. Lula concluiu o discurso provocando o eleitor a escolher o "padrinho do Brasil", questionando que tipo de país a população deseja construir.
