Diário Local
João Lucas Castor Nemezio Sales

Menino que teve perna amputada após ataque de tubarão recebe alta hospitalar em Pernambuco

Criança de 11 anos passou um mês internada e deve iniciar fisioterapia para tratar lesões após incidente em Jaboatão dos Guararapes

Por Diário Local

João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (6/7) em Pernambuco após passar um mês internado. A criança teve a perna esquerda amputada após sofrer um ataque de tubarão em uma praia do estado.

O menino saiu do hospital em uma cadeira de rodas devido à amputação. O período de internação foi necessário para monitorar o quadro de saúde e evitar complicações graves decorrentes da mordida do animal.

O ataque ocorreu no dia 31 de maio, um domingo, na Praia de Piedade, localizada em Jaboatão dos Guararapes (PE). Na ocasião, a criança estava acompanhada de familiares e amigos quando foi atingida por um tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas).

Histórico do atendimento médico

Após o ataque, João Lucas recebeu os primeiros socorros na areia da praia antes de ser encaminhado para atendimento médico. Ele foi inicialmente levado ao Hospital da Aeronáutica para passar por estabilização.

Em seguida, o paciente foi transferido para o Hospital da Restauração (HR), no Recife. Na unidade, o menino passou por procedimentos cirúrgicos e foi submetido à amputação da perna esquerda.

O estudante permaneceu por quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do HR. Após esse período, seu quadro de saúde apresentou uma melhora nos riscos de complicações e ele foi transferido para um hospital da rede privada para continuidade do tratamento.

Riscos de infecção e recuperação

O pai do menino, Lucas Nemezio, explicou que a permanência no hospital foi estendida devido à baixa imunidade do filho. Esse fator aumentava significativamente o risco de uma infecção na região da mordida do tubarão.

Durante o mês de isolamento hospitalar, os médicos acompanharam de perto a evolução das lesões. O objetivo principal era garantir a segurança contra as infecções causadas pelo ferimento.

Agora que recebeu alta, o garoto deve iniciar uma nova etapa de recuperação em casa. O tratamento das lesões deverá contar com o auxílio de sessões de fisioterapia para auxiliar no processo de reabilitação.

Sequelas e uso de próteses

A mãe de João Lucas detalhou que o processo de reabilitação será longo. Ela informou que, devido aos ferimentos na perna e na mão esquerda, o menino terá necessidades ortopédicas contínuas.

Segundo o relato da mãe, será necessário o uso de três próteses para outras partes do corpo que apresentaram sequelas até que o garoto atinja a idade adulta.

O planejamento para o uso desses dispositivos deve acompanhar o crescimento do menino. A família agora foca no tratamento contínuo das sequelas deixadas pelo ataque ocorrido em maio.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.