Diário Local
Investigação

Investigação aponta que ex-presidente de instituto mantinha quarto com cama e TV em sala comercial

Investigação da Operação Ouroboros revela que David Perini Vermelho mantinha móveis e eletrodomésticos em sala do IRM

Por Redação Diário Local

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro revelou que o ex-presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), David Perini Vermelho, mantinha uma estrutura de uso pessoal dentro da instituição. O espaço contava com cama de casal, televisão e frigobar, conforme apurado pela força-tarefa.

A descoberta faz parte do desdobramento da Operação Ouroboros, que investiga um suposto desvio de R$ 86,28 milhões. Segundo a investigação conjunta, o movimento financeiro irregular teria ocorrido entre julho de 2022 e maio de 2026.

David Perini Vermelho, conhecido pelo apelido de "Didê", foi preso no dia 9 de julho (09) durante as ações da operação. Ele é o principal alvo das apurações sobre a gestão dos recursos do instituto.

Os dados da investigação apontam que o IRM registrou um aumento no recebimento de verbas públicas a partir de 2023. Neste mesmo período, a instituição estabeleceu uma parceria com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae).

A partir desse ano, o instituto também passou a executar uma série de obras e intervenções urbanas. O fluxo de recursos e a natureza das atividades passaram a ser monitorados pelas autoridades.

A investigação segue em curso para detalhar o destino final dos valores desviados e o papel de outros possíveis envolvidos na gestão do IRM. As autoridades buscam compreender a relação entre os contratos firmados e o desvio apurado.

O caso reforça o foco das autoridades estaduais no controle de repasses para entidades privadas que executam serviços de interesse público. A Polícia Civil e o Ministério Público seguem com os procedimentos de auditoria financeira.

As próximas etapas da Operação Ouroboros devem incluir a análise de novos documentos e a oitiva de outros agentes que atuaram na administração do instituto durante o período investigado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.