Jogos de tabuleiro ajudam no desenvolvimento de crianças e fortalecem vínculos familiares
Atividade analógica estimula funções cognitivas como memória e atenção, além de promover interação entre pais e filhos
Por Redação Diário Local
O uso de jogos de tabuleiro pode ser uma ferramenta eficaz para estimular o desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes e fortalecer os vínculos afetivos dentro do ambiente familiar. A atividade ajuda a promover momentos de interação de qualidade, oferecendo um contraponto ao uso excessivo de telas e dispositivos digitais.
Ao contrário de muitos jogos eletrônicos, que costumam oferecer recompensas imediatas, as atividades de mesa exigem paciência, o respeito aos turnos de cada jogador e a aceitação de regras compartilhadas. Esse formato auxilia no treino de funções executivas, como a atenção, a memória de trabalho e a autorregulação emocional.
Como os jogos ajudam o cérebro?
A neurociência indica que o enfrentamento de desafios propostos pelos jogos pode ativar a plasticidade cerebral, que é a capacidade de criar novas conexões entre neurônios. Jogos bem escolhidos trabalham aspectos específicos do pensamento, como o planejamento, o raciocínio lógico e a capacidade de argumentação.
O controle emocional também é exercitado, especialmente por meio do aprendizado sobre a frustração. Ao lidar com a derrota em um ambiente controlado, a criança aprende a gerenciar sentimentos e a entender limites e normas sociais de forma prática.
Além do aspecto intelectual, a presença física e o diálogo durante a partida são fundamentais. A interação entre pais e filhos permite que os adultos demonstrem comportamentos como o respeito às regras e a capacidade de sustentar a atenção por períodos mais longos.
Dicas para aplicar em casa
Para que o momento seja proveitoso, especialistas sugerem que as famílias escolham jogos que sejam adequados à idade dos participantes. O objetivo deve ser o equilíbrio: jogos difíceis demais podem gerar desistência, enquanto os muito fáceis podem causar desinteresse.
Outra recomendação é estabelecer uma rotina, como definir uma noite específica na semana para as partidas. Isso cria previsibilidade e transforma a atividade em uma tradição familiar prazerosa. Durante o jogo, é importante valorizar o processo de pensamento da criança, perguntando sobre suas estratégias, em vez de focar apenas no vencedor.
Por fim, parte do aprendizado consiste em ensinar a perder. Evitar poupar a criança de derrotas pode, na verdade, fragilizar sua formação emocional, enquanto reconhecer a frustração como parte natural do jogo ajuda na maturidade.
