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Justiça

Justiça de São Paulo mantém condenação de Paulo Cupertino por morte de ator e dos pais

Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a prisão do réu e a validade do julgamento pelo triplo homicídio ocorrido em 2019.

Por Redação Diário Local

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a condenação de Paulo Cupertino Matias pelo triplo homicídio que vitimou o ator Rafael Miguel e seus pais, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Miguel. A decisão, publicada nesta segunda-feira (27), confirmou a validade do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri e a manutenção da prisão do réu.

A única alteração promovida pelos desembargadores foi um ajuste técnico na dosimetria da pena. O tempo de reclusão foi retificado de 98 para 90 anos, devido ao limite legal de 30 anos para cada homicídio previsto na legislação vigente à época dos crimes.

A defesa da família das vítimas manifestou-se sobre o desdobramento judicial. O advogado Fernando Viggiano afirmou que a decisão representa uma vitória para os familiares e reforça a soberania do Tribunal do Júri, encerrando as principais teses apresentadas pela defesa de Cupertino.

Segundo o advogado, a adequação do tempo de cumprimento da pena é meramente técnica e não modifica a responsabilização criminal do condenado. Ele destacou que não houve absolvição, redução de qualificadoras ou modificação da culpa do réu.

Ao analisar o recurso de apelação, os desembargadores rejeitaram os argumentos da defesa de Cupertino, que buscava a anulação do julgamento por alegadas irregularidades no processo. A relatora do caso concluiu que não houve quebra na cadeia de custódia das provas, nem prejuízo à defesa.

O crime ocorreu em junho de 2019, na zona sul de São Paulo. De acordo com as investigações, o ataque aconteceu após o réu não aceitar o relacionamento de sua filha, Isabela Tibcherani, com o artista.

As três vítimas foram mortas a tiros quando tentavam conversar com Cupertino sobre o namoro. Após o crime, o réu permaneceu foragido por quase três anos, sendo localizado e preso apenas em maio de 2022.

Durante o julgamento, Paulo Cupertino negou ser o autor dos disparos e afirmou que outra pessoa teria cometido os assassinatos. No entanto, a versão foi rejeitada pelo Tribunal do Júri, que o condenou pelos três homicídios qualificados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.