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Justiça

Justiça do DF determina soltura de sócios da Naskar investigados por desvio de R$ 900 milhões

Decisão do magistrado considerou que a investigação foi encerrada e não há risco de fuga para Marcelo Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato.

Por Redação Diário Local

A Justiça do Distrito Federal determinou a soltura dos três ex-sócios da fintech Naskar Gestão LTDA., Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato. O trio estava preso há um mês em São Paulo sob a acusação de desviar R$ 900 milhões de mais de três mil clientes em diversas regiões do Brasil.

O alvará de soltura foi expedido na última quinta-feira (3). Na decisão, o juiz Aimar Neres de Matos considerou que a investigação foi formalmente encerrada em 28 de agosto e que os materiais apreendidos — como celulares, notebooks, pen drives e documentos — já se encontram sob a custódia do Estado.

O magistrado afirmou ainda que não houve notícia de tentativa de interferência na investigação, constrangimento de testemunhas ou risco concreto de fuga por parte dos investigados. Contudo, as medidas patrimoniais já determinadas e a suspensão das atividades empresariais permanecem vigentes.

Quais as restrições impostas aos investigados?

Apesar da soltura, o juiz impôs oito medidas cautelares aos ex-sócios. Entre elas estão o comparecimento obrigatório a atos de eventual ação penal e a proibição de manter contato, direto ou indireto, com vítimas, testemunhas ou colaboradores envolvidos no caso.

Os investigados também estão proibidos de acessar ou frequentar as empresas relacionadas aos fatos e de se ausentarem da comarca sem autorização judicial. Além disso, devem cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga, sob condições excepcionais e mediante autorização.

Por fim, determinou-se a retenção de passaportes e documentos de viagem, além da manutenção de bloqueios e indisponibilidades patrimoniais anteriormente decretadas.

Entenda o caso Naskar

A Naskar Gestão de Ativos operava como uma fintech, empresa de serviços financeiros, com sede no Distrito Federal e endereço fixo em São Paulo. A companhia captava recursos prometendo retornos de 2% ao mês, patamar significativamente superior ao praticado pelo mercado financeiro.

A financeira atuou por 13 anos sem registros de problemas até maio deste ano, quando os pagamentos mensais de rendimentos não foram realizados. Na ocasião, os clientes buscaram informações sobre a interrupção dos repasses, mas não obtiveram respostas da empresa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.