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Distrito Federal

Candidatos ao GDF apresentam propostas distintas para a Polícia Militar do Distrito Federal

Programas de governo dos candidatos ao GDF variam entre reforço de efetivo, uso de tecnologia e propostas de desmilitarização.

Por Redação Diário Local

Os candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) apresentam propostas com abordagens distintas para a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em seus programas de governo. As medidas variam entre o reforço da infraestrutura e do efetivo, a implementação de tecnologias de monitoramento e propostas de mudanças estruturais no modelo de gestão da corporação.

A segurança pública é um dos temas centrais para o eleitorado da capital federal. Cada candidato propõe modelos que vão desde o fortalecimento da estrutura atual até a desmilitarização completa do serviço de segurança.

Celina Leão (PP) defende a criação de novos batalhões em regiões administrativas que ainda não possuem cobertura policial. A proposta inclui a qualificação da infraestrutura, com foco na manutenção e reforma de viaturas e equipamentos operacionais.

A candidata também planeja reforçar o Batalhão Escolar e ampliar o modelo de gestão compartilhada em escolas públicas, seguindo o formato cívico-militar. Além disso, Leão propõe a integração do programa de prevenção à violência doméstica (PROVID) com o sistema de justiça.

Leandro Grass (PT) foca na classificação de risco imediata para 100% das ocorrências de violência contra a mulher. O plano prevê atuação integrada em terminais e paradas de transporte para garantir trajetos seguros e resposta rápida a assédios.

Grass busca implementar o modelo de "policial que conhece a comunidade", priorizando a presença física nos territórios. O objetivo é aumentar a sensação de segurança nas diversas regiões administrativas do DF.

Paula Belmonte (PSDB) aposta no uso de reconhecimento facial e no cruzamento de dados com o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A tecnologia serviria para alertar viaturas próximas sobre a presença de foragidos.

A candidata propõe ainda o uso de inteligência para direcionar a PMDF para áreas de maior risco, como centros de regiões administrativas e o entorno de unidades escolares. O foco é identificar agressores que descumprem medidas protetivas com maior rapidez.

Uso de tecnologia e inteligência preditiva

José Roberto Arruda (PSD), que teve a candidatura rejeitada pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), propõe o emprego de tecnologia para análise preditiva. O foco é antecipar ocorrências e dar suporte ao planejamento de policiamento de rua.

Arruda sugere a participação do cidadão via aplicativo "GDF na Palma da Mão", permitindo a notificação de riscos urbanos. A proposta inclui o uso intensivo de inteligência artificial para o planejamento operacional das forças policiais.

Ricardo Cappelli (PSB) planeja combater organizações criminosas e crimes digitais por meio de análise financeira. Ele propõe integrar a segurança com as áreas de saúde e assistência social para acompanhar casos de maior risco de forma especializada.

Kiko Caputo (Novo) defende a expansão do policiamento comunitário e orientado ao problema nas regiões administrativas. Caputo também preve a integração tecnológica da PMDF com outras forças de segurança para o compartilhamento de dados em tempo real.

Elisson Ferreira (Agir) propõe a utilização ampla de videomonitoramento inteligente e do programa DF Inteligente. O plano inclui o reconhecimento de placas de veículos em áreas de grande circulação, como hospitais e terminais de transporte.

Ferreira também propõe a realização de um diagnóstico completo da infraestrutura das forças de segurança nos primeiros 100 dias de governo, visando a modernização de batalhões.

Debates sobre gestão e desmilitarização

As propostas de mudança no modelo de gestão da corporação dividem os candidatos. A Professora Samara Mineiro (UP) defende o monitoramento obrigatório de ações policiais por meio de câmeras para coibir abusos.

Mineiro propõe o fim do modelo de escolas cívico-militares e a transição para um policiamento de carreira única e civil. Para ela, a PMDF deve ser retirada da gestão pedagógica e administrativa das escolas públicas.

Em propostas de ruptura com o modelo atual, Expedito Mendonça (PCO) defende a dissolução da Polícia Militar e de todo o aparato repressivo. O plano inclui o direito de autodefesa e armamento para trabalhadores do campo e indígenas.

O candidato Professor Robson (PSTU) também defende a desmilitarização da PM e a criação de uma segurança pública sob controle comunitário. Ele propõe ainda o fim da militarização das escolas e a criação de uma divisão especializada na proteção de mulheres.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.