Justiça determina uso de tornozeleira por ex-chefe de arbitragem do Ceará acusado de assédio sexual
Justiça concedeu medidas protetivas a quatro árbitras que denunciaram Paulo Silvio dos Santos; dirigente deve manter distância de 500 metros.
Por Redação Diário Local
A Justiça concedeu medidas protetivas a mais três árbitras que apresentaram denúncias contra Paulo Silvio dos Santos, ex-presidente afastado da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF). Com a nova decisão, quatro profissionais agora contam com proteção judicial contra o dirigente, acusado de assédio sexual.
A determinação foi expedida pela 10ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza na última terça-feira (1º). Entre as medidas impostas, Paulo Silvio está proibido de se aproximar das quatro denunciantes e de seus familiares, devendo manter uma distância mínima de 500 metros.
O documento judicial também impede a divulgação de vídeos, imagens íntimas ou qualquer tipo de publicação que tenha como objetivo expor ou constranger as vítimas. O descumprimento das medidas pode levar à decretação da prisão preventiva do investigado.
Uso de tornozeleira eletrônica
Além das restrições de aproximação, a juíza Adriana da Cruz Dantas determinou que Paulo Silvio utilize tornozeleira eletrônica. O dispositivo deve emitir um alerta caso o monitorado se aproxime das áreas ou pessoas protegidas pelas medidas.
Paulo Silvio é investigado pelos crimes de assédio sexual e importunação sexual. A Polícia Civil do Ceará havia indiciado o dirigente em 27 de julho, após as mulheres procurarem a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza para relatar os episódios.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) formalizou a denúncia no dia 11 de agosto. Atualmente, o caso aguarda manifestação do ex-presidente, que deve ocorrer até a próxima semana, para que a Federação Cearense de Futebol (FCF) conclua sua sindicância interna.
Investigação interna
A Federação Cearense de Futebol abriu um procedimento próprio para apurar as acusações em 15 de julho. O processo de sindicância já durou 60 dias, considerando o período inicial e a prorrogação de 30 dias para a conclusão dos trabalhos.
A entidade também disponibilizou um canal de e-mail para o recebimento de novos relatos sobre o caso. O processo busca apurar as condutas do ex-presidente da Comissão de Arbitragem no âmbito da federação.
