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Paternidade

Pais relatam como licença-paternidade ampliada fortalece vínculo com os filhos

Funcionários de empresa mineira relatam benefícios de períodos estendidos de licença para cuidar de bebês e apoiar esposas.

Por Redação Diário Local

A presença dos pais nos primeiros dias de vida dos bebês ajuda a fortalecer o vínculo afetivo com os filhos e auxilia no suporte à saúde da mãe, segundo relatos de profissionais que tiveram acesso a períodos estendidos de licença-paternidade.

Embora a legislação brasileira ainda garanta apenas cinco dias de licença para a maioria dos trabalhadores, algumas empresas já adotam modelos de períodos maiores. Na RHI Magnesita, os funcionários contam com 20 dias de afastamento para acompanhar o nascimento de seus filhos.

O inspetor de qualidade Kelber Lima Simão, de 30 anos, morador de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, utilizou o período de 20 dias para cuidar da filha, Ana Júlia. Ele relatou que a presença foi fundamental para auxiliar a esposa, que ficou debilitada após uma cirurgia de cesariana.

Kelber destacou que a participação ativa, incluindo banhos e cuidados diretos, foi uma experiência única. Para ele, o contato constante ajuda a construir uma conexão emocional que já é percebida no cotidiano da criança.

O engenheiro de segurança do trabalho Fernando Figueiredo de Campos também aproveitou o benefício estendido após o nascimento de sua primeira filha, Heloísa. Ele acompanhou de perto a rotina de sono, trocas de fraldas e os primeiros cuidados de saúde, como vacinas e o teste do pezinho.

Segundo Fernando, o tempo extra permitiu não apenas conhecer a paternidade, mas oferecer suporte necessário à esposa durante o período de pós-parto.

Como funcionará a ampliação da licença-paternidade?

Atualmente, a lei prevê cinco dias de licença para a maioria dos trabalhadores com carteira assinada. No entanto, uma nova legislação aprovada este ano estabelece um cronograma de ampliação gradual do benefício.

Pela nova norma, o período de afastamento deve passar para 10 dias em 2027 e 15 dias em 2028. A previsão é que a licença atinja o patamar de 20 dias em 2029.

A mudança legislativa também contempla a criação do salário-paternidade. Além disso, o direito será estendido a categorias como microempreendedores individuais (MEIs), empregados domésticos, trabalhadores avulsos e segurados especiais.

Impactos na dinâmica familiar e nas empresas

Na RHI Magnesita, a oferta de 20 dias de licença é implementada desde 2019. A iniciativa partiu de uma proposta de um comitê interno de diversidade da própria companhia.

O gerente de Recursos Humanos da empresa, Matheus Oliveira, explica que o pai presente alivia a rotina da mãe e cria um vínculo duradouro com a criança. Ele afirma que a medida também gera benefícios para o negócio, como maior engajamento e produtividade.

Além da licença estendida, a empresa disponibiliza auxílio-creche, grupos de apoio para pais atípicos e flexibilização de jornada para setores específicos. Novos modelos de ampliação de benefícios seguem em avaliação interna.

A visão da psicologia sobre o vínculo

Para a psicóloga Alessandra Furst, a participação masculina nos primeiros cuidados é essencial para a segurança da criança. Ela ressalta que esse contato fortalece o vínculo afetivo entre pais e filhos.

A especialista afirma que o tempo em casa permite ao homem compreender a paternidade na prática. Esse processo é fundamental para a construção da identidade do pai a partir do nascimento do bebê.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.