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Direitos Trabalhistas

Fabricante de carnes dos EUA pagará R$ 1,25 milhão por demitir funcionária em quimioterapia

Empresa Butterball foi acusada de discriminação após negar adaptações para funcionária em tratamento de câncer.

Por Redação Diário Local

A fabricante de produtos avícolas Butterball concordou em pagar US$ 230 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,25 milhão, para encerrar uma ação por discriminação nos Estados Unidos. A empresa foi acusada de negar adaptações de trabalho a uma funcionária em tratamento contra o câncer e, posteriormente, demiti-la devido às ausências relacionadas ao tratamento médico.

De acordo com a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC), a funcionária trabalhava na companhia há anos quando informou sobre o diagnóstico de câncer. Ela solicitou afastamentos periódicos para sessões de quimioterapia e períodos de recuperação, mas o pedido de licença nunca foi aprovado.

O processo de solicitação foi transferido para uma administradora terceirizada de benefícios, mas a resposta não ocorreu no tempo esperado. Enquanto aguardava a decisão, as faltas ligadas ao tratamento médico foram registradas pelo sistema de controle de frequência da empresa.

Com o acúmulo dessas ocorrências, a trabalhadora sofreu penalizações e foi desligada da companhia. A justificativa apresentada pela Butterball para a demissão foi o descumprimento da política interna de assiduidade da organização.

Para a EEOC, a conduta violou a Lei dos Americanos com Deficiências (ADA), que protege trabalhadores com deficiências e condições de saúde específicas. A legislação exige que empregadores ofereçam adaptações razoáveis a profissionais aptos, desde que isso não gere dificuldade excessiva para o negócio.

A advogada regional da EEOC em Charlotte, Melinda C. Dugas, ressaltou que a terceirização da gestão de benefícios não retira a responsabilidade legal dos empregadores. Ela afirmou que as empresas devem garantir procedimentos eficazes para cumprir suas obrigações, pois a responsabilidade perante a ADA não pode ser delegada.

Além do pagamento da indenização, a Butterball deverá implementar mudanças internas pelos próximos dois anos. A companhia foi obrigada a realizar treinamentos sobre a legislação de proteção às pessoas com deficiência para as equipes de recursos humanos e de gestão de benefícios.

A empresa também deverá entregar relatórios periódicos à EEOC para comprovar o cumprimento das medidas estabelecidas. O caso foi levado à Justiça Federal da Carolina do Norte após uma tentativa prévia de conciliação administrativa entre as partes não resultar em acordo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.