Major da PMDF nega ameaças e afirma que sacou arma para evitar agressão em bar de Vicente Pires
Oficial se pronunciou sobre incidente ocorrido na última segunda-feira (27) e afirmou que sacou o armamento apenas para evitar vias de fato
Por Redação Diário Local
O major da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Caio Vítor Ferraz Canabarro, negou as acusações de ter ameaçado o proprietário e funcionários de um bar em Vicente Pires durante uma confusão na madrugada da última segunda-feira (27). Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (30), o oficial afirmou que não houve discussão sobre o pagamento de uma comanda e que o saque de sua arma serviu apenas para evitar agressões físicas.
Segundo o relato do oficial, o consumo no estabelecimento foi irrisório e o local já estava em processo de fechamento no momento de sua chegada. Caio Vítor declarou que não houve qualquer ameaça ou desentendimento e que a única intervenção ocorreu quando viu uma pessoa sair de trás do balcão em sua direção, momento em que sacou o armamento apontando para o chão para evitar "vias de fato".
O caso, contudo, é objeto de investigação após relatos de que o militar teria apresentado comportamento alterado e sinais de embriaguez. De acordo com os depoimentos prestados à polícia pelas vítimas, o oficial teria proferido xingamentos contra o dono do bar, chamando-o de "vagabundo", e afirmado que resolveria a situação "do seu jeito".
As funcionárias do bar também relataram ter sofrido ameaças. Em um dos depoimentos, uma colaboradora afirmou que o oficial questionou se ela e a esposa do proprietário eram gêmeas e, em seguida, disse que iria "descabelá-las".
As imagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram o momento em que o oficial, acompanhado de outro homem, se dirige ao caixa para finalizar o pagamento. Segundo as denúncias, o militar teria colocado a arma sobre o balcão e, após um momento de tensão, o proprietário do bar teria se escondido dentro de uma câmara fria enquanto a conta era quitada.
O episódio aconteceu por volta da meia-noite de segunda-feira (27) e segue sob apuração de dois órgãos. A Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a 38ª Delegacia de Polícia, de Vicente Pires, conduzem as investigações para esclarecer a conduta do oficial.
No pronunciamento, o major reforçou que já se apresentou às autoridades competentes e que os fatos estão sendo apurados pela Corregedoria da PMDF. Ele ressaltou que permanece à disposição das autoridades e da sociedade para os esclarecimentos necessários.
O registro da ocorrência busca confirmar se houve uso indevido de armamento e as circunstâncias exatas que levaram ao confronto verbal e ao saque da arma de fogo no estabelecimento comercial.
