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Segurança

Polícia Civil indicia dois médicos pela morte de recém-nascida em hospital de Minas Gerais

Investigação aponta demora em cesariana de urgência e descarte inadequado de placenta no Hospital Manoel Gonçalves

Por Redação Diário Local

Dois médicos obstetras foram indiciados por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — pela morte de uma recém-nascida no Hospital Manoel Gonçalves, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou os autos ao Poder Judiciário.

Segundo as investigações, a gestante era considerada de alto risco devido ao quadro de diabetes gestacional. O trabalho de parto induzido durou mais de 12 horas.

A Polícia Civil apurou que houve demora na realização de uma cesariana de urgência, mesmo diante de sinais de sofrimento fetal agudo. Também foi detectada a presença de mecônio — as primeiras fezes do bebê — no líquido amniótico.

A recém-nascida nasceu em estado grave, apresentando um quadro de asfixia perinatal causado pela falta de oxigenação durante o parto. A bebê morreu poucas horas após o nascimento.

Por que o descarte da placenta prejudicou o caso?

De acordo com o relatório policial, a placenta foi descartada de forma inadequada. O procedimento impediu a realização de um exame pericial que poderia ter ajudado a esclarecer as circunstâncias da morte.

O inquérito agora segue para análise do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão decidirá se apresenta a denúncia formal à Justiça para o prosseguimento do caso.

Em nota, o Hospital Manoel Gonçalves informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre o indiciamento dos dois médicos. Os nomes dos profissionais não foram divulgados pelas autoridades.

Outro indiciamento recente na unidade

Este é o segundo caso, em poucos meses, em que médicos da unidade são indiciados por mortes de pacientes. Em maio de 2026, sete médicos foram indiciados por homicídio culposo pela morte de uma adolescente de 13 anos.

A morte da jovem ocorreu em novembro de 2025, após uma demora no diagnóstico de apendicite. Os detalhes sobre o indiciamento dos médicos envolvidos naquela ocorrência não foram atualizados nesta nova apuração.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.