Diário Local
Segurança

Presos ateiam fogo em colchões e ameaçam servidores em penitenciária de Nova Independência (SP)

Detentos se recusaram a retornar às celas, atearam fogo em colchões e danificaram banheiro na tarde de quarta-feira (15).

Por Davy Albuquerque

Seis presos iniciaram um motim e atearam fogo em colchões no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Nova Independência, no noroeste de São Paulo, na tarde de quarta-feira (15). Os detentos se recusaram a retornar às celas após o período de banho de sol, causando danos à estrutura da unidade.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), os envolvidos também danificaram um banheiro e fizeram ameaças contra servidores públicos que estavam no local durante o incidente. Até o momento, não há registro de feridos decorrentes da ação.

O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) foi acionado para auxiliar no combate ao incêndio nos colchões e na contenção da situação. Após o controle do tumulto, os agentes de segurança realizaram a transferência dos detentos para outra unidade prisional.

A medida de transferência visa garantir que os presos que participaram da ação cumpram as sanções disciplinares cabíveis. O grupo de intervenção atuou para restabelecer a ordem no pátio da penitenciária.

Ataques e pichações

O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) detalhou novos desdobramentos do episódio. Segundo a entidade, os detentos arremessaram pedras de concreto contra os servidores e realizaram pichações no pátio da cadeia.

As pichações feitas durante o motim continham siglas relacionadas a organizações criminosas. A ação causou tensão entre os policiais penais que trabalhavam na unidade de Nova Independência.

O sindicato informou ainda que este foi o segundo motim registrado nas dependências do CDP de Nova Independência apenas neste ano. O episódio reforça o histórico de instabilidade na unidade prisional.

As autoridades seguem acompanhando o caso para avaliar os danos patrimoniais e garantir a segurança dos servidores e dos demais detentos da unidade.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.