PF e MPRJ realizam operação contra grupo que movimentou R$ 350 milhões na Baixada Fluminense
A Operação Fora de Ordem cumpre 23 mandados de busca e apreensão contra grupo que controlava serviços de internet e gás em Nova Iguaçu.
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram, nesta quinta-feira (20), a Operação Fora de Ordem para desarticular uma organização criminosa armada na Baixada Fluminense. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 350 milhões em atividades ilícitas.
As equipes de investigação cumprem 23 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e empresariais localizados na capital e em Nova Iguaçu. Os alvos estão vinculados aos diferentes núcleos da estrutura criminosa monitorada.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos envolvidos. Houve também a determinação de sequestro e indisponibilidade de bens para garantir o ressarcimento de eventuais danos.
Os mandados de busca foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A operação foca no combate ao crime organizado que atua na região metropolitana.
De acordo com as apurações, a organização criminosa possui atuação na Baixada Fluminense pelo menos desde 2013. A atuação do grupo é concentrada em bairros de Nova Iguaçu e em outros municípios vizinhos.
As investigações revelam que parte da população local vivia sob imposições impostas pelo grupo. Entre os serviços controlados pela organização estavam o fornecimento de internet e a comercialização de gás (GLP).
A estrutura do grupo é descrita como complexa e organizada por divisões de tarefas. O esquema conta com núcleos de comando, financeiro, operacional, territorial e político.
A força-tarefa também trabalha com indícios de que o crime organizado possui vínculos com agentes públicos. Há suspeitas de que a organização tenha conseguido infiltração dentro do aparato estatal.
As investigações apontam que o grupo seria comandado por Juninho Varão, apontado como miliciano que atua na Baixada Fluminense. O nome lidera as investigações sobre a dinâmica de controle territorial.
Os envolvidos na operação poderão responder por uma série de crimes graves. A lista inclui organização criminosa armada, extorsão e lavagem de capitais.
A operação busca interromper o fluxo financeiro que sustenta a atividade criminosa na região. O bloqueio de bens visa asfixiar economicamente os núcleos identificados pelas autoridades.
As equipes da Polícia Federal seguem em diligências para coletar novos elementos de prova. O trabalho conjunto com o Ministério Público busca mapear a extensão da rede de influência do grupo.
O caso segue sob sigilo para não comprometer as buscas e apreensões em curso. Novos detalhes sobre o montante total de bens apreendidos devem ser divulgados após a conclusão dos trabalhos.
A Polícia Federal e o Ministério Público reforçam o combate às milícias que utilizam o controle de serviços básicos para extorquir moradores na região metropolitana do Rio de Janeiro.
